O Irã enfrenta uma das fases mais agudas de sua crise econômica sob a influência direta de sanções impostas por Washington e pelo Conselho de Segurança da ONU. Estudos recentes analisados pela Agência Brasil apontam que o bloqueio financeiro e comercial tem sido utilizado como uma ferramenta de pressão política, resultando em uma inflação oficial de 42% em 2025 e na desvalorização de metade do valor da moeda nacional, o rial.
O agravamento das medidas restritivas impede que o país persa acesse o sistema financeiro internacional e receba pagamentos em dólares por suas exportações. Como o Irã possui a terceira maior reserva de petróleo do mundo, as sanções ao setor energético atingem diretamente o orçamento fiscal do governo, que depende das vendas de hidrocarbonetos para financiar serviços públicos e necessidades básicas da sociedade.
Relatórios das Nações Unidas demonstram que o embargo econômico gerou consequências severas na área da saúde. A interrupção na importação de insumos causou altas de até 300% no preço de remédios controlados, deixando cerca de 6 milhões de pacientes sem tratamento adequado para doenças crônicas. Além disso, a classe média iraniana sofreu uma redução expressiva em seu poder de compra na última década.
Enquanto a Casa Branca justifica as ações como uma forma de conter o programa nuclear de Teerã e combater violações de direitos humanos, críticos e especialistas veem as medidas como uma tentativa de forçar a mudança do regime político. Pesquisas científicas indicam que o impacto social de bloqueios dessa magnitude assemelha-se ao de conflitos armados, reduzindo a expectativa de vida e aumentando a pobreza.









































