A onda de manifestações que abalou o Irã desde o final de dezembro apresenta sinais de arrefecimento nesta sexta-feira, 16 de janeiro. Segundo relatos de moradores e grupos de direitos humanos, a forte repressão das forças de segurança e um bloqueio persistente na internet conseguiram conter os atos na capital e em cidades do interior.
O cenário de tranquilidade relativa ocorre sob a sombra de ameaças externas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou para “graves consequências” e afirmou manter opções militares sobre a mesa caso as mortes de manifestantes continuem. A Casa Branca informou que o monitoramento da situação é constante.
Nos bastidores, países como Arábia Saudita e Catar atuaram diplomaticamente para evitar uma escalada militar na região. O governo americano sinalizou que a pressão surtiu efeito inicial, citando a interrupção de 800 execuções programadas pelo regime iraniano após os primeiros alertas de Washington.
A crise teve início devido à alta inflação e ao impacto das sanções econômicas, evoluindo rapidamente para um desafio direto ao sistema clerical que governa o país desde 1979. Moradores descrevem um ambiente de segurança restritivo, com a presença massiva de militares e o voo constante de drones de vigilância sobre Teerã.
Apesar da calmaria nas ruas, organizações internacionais permanecem em alerta sobre o paradeiro de milhares de detidos durante os confrontos. A mídia estatal iraniana confirmou que novas prisões foram realizadas nesta sexta-feira, indicando que o governo ainda trabalha para identificar e desarticular lideranças dos movimentos de oposição.










































