O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou, nesta terça-feira (13), que pelo menos 100 crianças foram mortas na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo, em 9 de outubro de 2025. Segundo o porta-voz da entidade, James Elder, o dado revela uma média trágica de uma morte infantil por dia durante o período de trégua mediado pelos Estados Unidos.
As mortes são causadas por ataques aéreos, bombardeios de tanques e munição real, além de casos recentes de hipotermia devido ao inverno rigoroso. O Unicef destacou que o número de 100 vítimas inclui apenas casos com detalhes confirmados, o que indica que o total real de crianças palestinas mortas no período pode ser consideravelmente superior.
Paralelamente à crise humanitária, o governo de Israel começou a revogar as licenças de 37 organizações internacionais de ajuda, como Médicos Sem Fronteiras (MSF), Oxfam e World Vision. A medida, que entrou em vigor em janeiro, exige que as entidades encerrem suas atividades até março por não fornecerem dados detalhados de seus funcionários palestinos às autoridades israelenses.
Israel justifica a nova regulamentação como uma medida de segurança para impedir que grupos como o Hamas explorem a ajuda internacional. Por outro lado, as organizações humanitárias afirmam que o compartilhamento de dados pessoais coloca seus colaboradores em risco e viola princípios de neutralidade, alertando que a proibição pode causar um colapso total na distribuição de alimentos e remédios.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou para que o governo de Benjamin Netanyahu reverta a decisão, classificando-a como um entrave inaceitável ao direito internacional humanitário. Enquanto o impasse diplomático persiste, agências da ONU relatam que a entrada de ajuda em Gaza permanece muito abaixo dos 600 caminhões diários previstos no acordo de cessar-fogo.






































