O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos Estados Unidos tornou-se o centro de uma intensa crise social e política em janeiro de 2026. A agência, que teve seu orçamento e poder drasticamente ampliados na atual gestão de Donald Trump, enfrenta uma onda de mais de mil protestos após a morte de uma cidadã estadunidense durante uma operação federal em Minneapolis.
No dia 7 de janeiro de 2026, Renee Nicole Good, uma poeta e mãe de 37 anos, foi morta a tiros por um agente do ICE. O incidente ocorreu quando seu veículo bloqueava uma via onde agentes realizavam uma operação. Imagens de vídeo contestam a versão oficial de legítima defesa, mostrando que a motorista não representava ameaça iminente no momento dos disparos.
O episódio gerou revolta imediata por ter ocorrido a poucas quadras de onde George Floyd foi assassinado em 2020. Enquanto o governo federal classificou a ação como uma resposta a um ato de resistência, autoridades locais de Minnesota e movimentos de direitos humanos descreveram o ocorrido como uma execução injustificável.
Sob as diretrizes da atual administração, o orçamento anual do ICE triplicou, atingindo a marca de 29,9 bilhões de dólares. Esse valor supera os gastos militares de quase todas as nações do mundo, com exceção de 16 potências. O investimento permitiu a contratação de 12 mil novos agentes, elevando o efetivo total para 22 mil policiais.
Além do pessoal, 45 bilhões de dólares foram destinados à construção e ampliação de centros de detenção. A estrutura foi montada para cumprir a promessa de campanha de Donald Trump de deportar, em média, 1 milhão de imigrantes sem documentos por ano, em um país que abriga cerca de 14 milhões de pessoas em situação irregular.
Especialistas e historiadores alertam para a transformação da agência em uma espécie de polícia política. Os métodos incluem o uso de agentes mascarados, carros descaracterizados e abordagens agressivas em locais sensíveis, como escolas e igrejas, o que tem sido criticado pela falta de transparência e salvaguardas constitucionais.
A reação da sociedade tem sido marcada por uma solidariedade inédita entre diferentes grupos étnicos. Manifestantes têm saído às ruas para denunciar a truculência do ICE e ajudar famílias em situação vulnerável a encontrarem refúgio. O movimento atual é considerado um dos maiores desafios internos para a segurança e a coesão social dos Estados Unidos nesta década.










































