O FBI realizou uma operação de busca e apreensão na residência da repórter Hannah Natanson, do jornal Washington Post, nesta quarta-feira em Washington. A ação faz parte de uma investigação em curso sobre o possível vazamento de informações sigilosas do governo dos Estados Unidos.
Hannah Natanson ganhou destaque recentemente por sua cobertura detalhada sobre as políticas do presidente Donald Trump. Suas reportagens focaram no plano de demissão de milhares de funcionários federais e na reestruturação de cargos para implementar uma agenda pró-governo.
Em dezembro, a jornalista publicou um artigo relatando a pressão de seu trabalho como “reveladora de segredos do governo federal”. No texto, ela descreveu o fluxo intenso de contatos de funcionários e ex-servidores descontentes com as mudanças nas instituições americanas.
Até o momento, o Departamento de Justiça e o FBI não emitiram declarações oficiais sobre os itens apreendidos ou o foco específico do inquérito. O Washington Post também não comentou a ação contra sua funcionária, e a repórter não foi localizada para falar.
A liberdade de imprensa nos Estados Unidos enfrenta um momento de tensão institucional com o avanço de investigações sobre fontes jornalísticas. Entidades de defesa dos direitos de comunicação monitoram o caso, temendo precedentes de intimidação contra o exercício da profissão.
Historicamente, o sigilo da fonte é um pilar da democracia americana, mas o governo atual tem intensificado a repressão a vazamentos internos. A operação desta quarta-feira é vista por analistas como um sinal de endurecimento contra jornalistas que cobrem os bastidores do poder.
O caso ocorre em meio a uma reestruturação profunda da máquina pública federal, onde cargos de carreira estão sendo substituídos por indicações políticas. As reportagens de Natanson eram consideradas fundamentais para entender o impacto dessas mudanças na administração pública.
A investigação deve seguir sob sigilo, enquanto organizações de mídia cobram transparência sobre os motivos que levaram à busca na casa da jornalista. O desdobramento deste caso pode redefinir os limites entre a segurança nacional e o direito à informação no país.






































