O Serviço Geológico do Brasil concluiu a primeira etapa de estudos hidrogeológicos voltados à identificação de fontes seguras de água subterrânea em aldeias indígenas. Ao todo, 18 relatórios técnicos foram entregues ao Distrito Sanitário Especial Indígena de Porto Velho, com dados referentes a comunidades localizadas em Rondônia, Amazonas e Mato Grosso.
A entrega ocorreu em Porto Velho e faz parte de um trabalho desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED). O objetivo é apoiar ações de abastecimento de água e contribuir para a melhoria das condições de saúde nas comunidades indígenas atendidas.
Os estudos utilizaram métodos geofísicos e análises hidrogeológicas para identificar áreas com maior potencial para captação de água subterrânea. A partir dessas informações, foram apontados locais favoráveis para a perfuração de novos poços tubulares, fundamentais para garantir abastecimento regular e seguro nas aldeias.
Os relatórios técnicos reúnem dados detalhados sobre a infraestrutura hídrica subterrânea das regiões analisadas. As informações foram obtidas a partir do Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, além de levantamentos geofísicos e trabalhos de campo realizados por pesquisadores do SGB.
Segundo o chefe da Residência do SGB em Porto Velho, Marcelo Macedo Guimarães, a entrega dos relatórios representa um avanço importante para a infraestrutura hídrica nas comunidades indígenas.
“Esse momento marca um avanço nas ações de pesquisa aplicada e suporte técnico voltados ao fortalecimento da infraestrutura hídrica nas comunidades atendidas”, destacou.
A reunião de apresentação dos resultados contou também com a participação da chefe do Departamento de Hidrologia do SGB, Andrea de Oliveira Germano; do chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica, Iago Sousa Lima Costa; e do pesquisador Rafael Rolim de Sousa, da Divisão de Hidrogeologia e Exploração.
Estudos atendem dezenas de aldeias
Ao todo, 45 aldeias indígenas devem ser contempladas pelo projeto conduzido pelo SGB. A iniciativa integra ações voltadas ao fortalecimento da infraestrutura hídrica em territórios indígenas e está planejada para continuar até 2027.
Entre as comunidades contempladas nos primeiros relatórios estão aldeias como Cajuí, Bela Vista II, Estaleiro, Caracol, Figueira, Formigueiro, Jamari, Jamari II, Juí, Nova, Murumuru, Kassuapá, Karipuna, Taboca, Rio Azul, Poção GM, Poção AF e Paranã Pikahu.
A partir dos dados obtidos nos estudos, gestores de saúde indígena e equipes técnicas poderão planejar novas perfurações de poços e melhorias no sistema de abastecimento, ampliando o acesso à água potável e reduzindo riscos sanitários nas comunidades.
Além de apoiar o planejamento de infraestrutura, os levantamentos reforçam a importância da ciência aplicada e da pesquisa geológica na promoção da saúde pública, na proteção ambiental e no desenvolvimento sustentável da região amazônica.









































