O Fundo Amazônia anunciou a destinação de R$ 80 milhões para fortalecer a produção de alimentos de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na Amazônia Legal. A iniciativa faz parte do projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, em parceria com o BNDES, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e a Conab.
Os recursos não reembolsáveis serão aplicados em ao menos 32 projetos, com valores entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões cada, abrangendo Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. O edital é voltado a cooperativas, associações, comunidades quilombolas e tradicionais, povos indígenas, extrativistas, pescadores artesanais e organizações civis com atuação comprovada na região.
Serão priorizados projetos com maior número de beneficiários, protagonismo feminino, participação de jovens e atuação em cadeias da sociobiodiversidade. Os investimentos poderão incluir máquinas, equipamentos, obras, assistência técnica e extensão rural, além de pesquisa científica, desde que não ultrapassem 50% do valor repassado.
Os projetos também têm como objetivo fortalecer o fornecimento de alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de facilitar o acesso a operações do Programa SocioBio Mais.
O presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou que o edital permite que produtores locais agreguem valor à produção e se formalizem. A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, ressaltou que a iniciativa promove emprego, renda e segurança alimentar. Para a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, o edital integra políticas ambientais, de segurança alimentar e inclusão produtiva, fortalecendo a sociobiodiversidade na Amazônia.









































