Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina iniciaram, nesta segunda-feira (9), uma investigação para apurar uma série de incidentes envolvendo a integridade física das medalhas. Relatos apontam que objetos de ouro, prata e bronze estão quebrando ou rachando minutos após serem entregues.
A campeã norte-americana de esqui alpino, Breezy Johnson, foi uma das primeiras a reportar o problema. Logo após subir ao pódio para receber sua medalha de ouro, a atleta mostrou o objeto danificado aos repórteres, explicando que a peça caiu e se partiu enquanto ela comemorava a vitória.
Além de Johnson, outros medalhistas enfrentaram situações semelhantes nos primeiros dias de competição na Itália. O biatleta alemão Justus Strelow teve sua medalha de bronze rachada, enquanto a sueca Ebba Andersson viu sua medalha de prata se partir ao meio após um contato com a neve.
O diretor de operações dos Jogos, Andrea Francisi, afirmou em coletiva de imprensa que o comitê está plenamente ciente da situação. Ele garantiu que o problema técnico está sendo analisado com prioridade para assegurar que as medalhas entregues aos atletas tenham a qualidade e perfeição esperadas.
A falha gerou desconforto entre as delegações, que cobram um “plano B” para a substituição das peças avariadas. Para os esportistas, a fragilidade dos símbolos olímpicos compromete um dos momentos mais importantes de suas carreiras, exigindo uma solução imediata dos fabricantes e da organização.
O incidente ocorre em um momento em que os Jogos de Milão-Cortina buscam projetar uma imagem de eficiência e design italiano. A investigação deve determinar se houve erro na escolha dos materiais ou no processo de montagem das fitas e dos aros das condecorações.








































