A volta de Raccoon City em Resident Evil Requiem reacendeu um dos maiores debates entre fãs da franquia: como uma cidade oficialmente destruída por uma explosão em 1998 pode reaparecer décadas depois com estruturas aparentemente preservadas? O novo título da Capcom se passa em 2028 e mostra cenários reconhecíveis, incluindo prédios e áreas urbanas que deveriam ter sido completamente obliterados.
No cânone clássico da série, o governo dos Estados Unidos destruiu Raccoon City para conter o vazamento do T-Vírus e encobrir os experimentos da Umbrella. A sequência final de Resident Evil 3 sempre foi interpretada como a aniquilação total da cidade. O retorno do cenário, portanto, exige explicações — e algumas teorias ajudam a entender como isso pode se encaixar na narrativa.
A hipótese da bomba termobárica
Uma das teorias mais discutidas é que a arma usada não seria uma ogiva nuclear convencional, mas um dispositivo termobárico experimental. Diferente de uma explosão nuclear tradicional — que deixaria radiação persistente e crateras profundas — esse tipo de arma gera uma onda de choque extrema e calor concentrado.
Nesse cenário, a matéria orgânica seria devastada, enquanto estruturas de concreto armado poderiam resistir parcialmente. Isso explicaria a presença de edifícios reconhecíveis décadas depois, transformando Raccoon City em um conjunto de ruínas preservadas, sem contaminação radioativa duradoura.
Complexos subterrâneos da Umbrella
Outra possibilidade envolve a vasta infraestrutura subterrânea da Umbrella. A empresa mantinha instalações secretas sob a cidade, como o laboratório NEST, capazes de suportar impactos severos.
A teoria sugere que os protagonistas podem estar explorando áreas subterrâneas ou ambientes preservados, construídos como centros de teste ou contenção biológica. Esses espaços poderiam reproduzir partes da cidade original, justificando cenários intactos sem contradizer totalmente os eventos de 1998.
Realidade alterada ou alucinação
Com a evolução narrativa da franquia — especialmente após Resident Evil 7 e Village — a série passou a explorar elementos que distorcem percepção e memória. Assim, alguns fãs defendem que a nova Raccoon City pode ser uma manifestação psicológica, alimentada por vírus ou agentes que manipulam a mente dos personagens.
Comportamentos incomuns de inimigos vistos em trailers reforçam essa hipótese. A cidade poderia funcionar como uma projeção mental ou simulação biológica, onde memórias e traumas moldam o ambiente.
Mudanças de interpretação no cânone
A própria Capcom já revisitou eventos clássicos em remakes e materiais complementares. Isso abre espaço para ajustes narrativos que reinterpretam a destruição da cidade. Comentários de desenvolvedores ligados aos jogos antigos mostram surpresa com o retorno do cenário, mas também indicam que a franquia pode estar expandindo — ou recontextualizando — acontecimentos passados.
Nostalgia como motor criativo
Além das justificativas técnicas, há um fator evidente: o peso simbólico de Raccoon City. A cidade é um dos pilares da identidade da série, e revisitá-la tem forte apelo emocional. Caminhar novamente por locais icônicos reforça a conexão dos jogadores com a história da franquia, algo que a Capcom historicamente valoriza.
Independentemente da explicação definitiva — seja tecnológica, psicológica ou narrativa — o retorno de Raccoon City reafirma seu papel como elemento central do universo Resident Evil. A resposta oficial só deve surgir com o lançamento do jogo, mas o debate já mostra que a cidade continua viva no imaginário dos fãs.
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