O mercado de trabalho brasileiro encerrou o trimestre móvel finalizado em janeiro de 2026 com uma taxa de desemprego de 5,4%, o menor percentual já registrado pelo IBGE desde 2012. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta quinta-feira (5), mostram uma estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas uma queda expressiva de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado.
Atualmente, o país contabiliza 5,9 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente de desempregados da série histórica. No último ano, cerca de 1,2 milhão de brasileiros deixaram a fila do desemprego, uma redução de 17,1%. Por outro lado, a população ocupada atingiu a marca recorde de 102,7 milhões de trabalhadores, impulsionada pelo desempenho positivo dos setores de serviços e comércio nos meses de novembro e dezembro.
Recorde na massa de rendimento real
Além da queda no desemprego, o bolso do brasileiro apresentou melhora significativa. O rendimento real habitual subiu para R$ 3.652, o valor mais alto já medido pela pesquisa. Esse aumento de 5,4% em um ano elevou a massa de rendimento real para R$ 370,3 bilhões, injetando R$ 25,1 bilhões a mais na economia do país em comparação ao início de 2025.
De acordo com a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, os efeitos sazonais de janeiro, que costumam vir acompanhados de dispensas de trabalhadores temporários, foram mitigados pelo forte aquecimento do mercado nos meses anteriores. A estabilidade dos indicadores reforça uma tendência de consolidação da recuperação econômica e do aumento do poder de compra das famílias brasileiras.
Destaques da PNAD Contínua (Jan/2026)
Taxa de Desocupação: 5,4% (estabilidade no trimestre e queda anual).
População Ocupada: 102,7 milhões de pessoas (maior contingente da série).
Rendimento Médio: R$ 3.652 (alta de 5,4% em relação ao ano anterior).
Massa de Rendimento: R$ 370,3 bilhões (valor recorde circulando na economia).
O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa, manteve-se em 58,7%. O resultado é visto por analistas como um sinal de resiliência do mercado de trabalho frente às incertezas globais, especialmente no setor de energia e combustíveis que tem pressionado a inflação em outros países.









































