Maloca 2026 encerra atividades com participação de 240 estudantes indígenas em Porto Velho

Durante três dias, a capital rondoniense tornou-se palco de atividades pedagógicas e formativas.

Fonte: Sabrina Raphaela |Secom - 010

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Maloca 2026 encerra atividades com participação de 240 estudantes indígenas em Porto Velho
Foto: Esio Mendes e Ananda Carvalho

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A IV Mostra Estudantil de Arte e Cultura Indígena (Maloca) foi encerrada nesta quinta-feira (16), em Porto Velho, reafirmando o compromisso com a valorização dos povos originários. O evento, promovido pelo Governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), reuniu 240 participantes, entre alunos e professores indígenas.

Durante três dias, a capital rondoniense tornou-se palco de atividades pedagógicas e formativas. A programação buscou promover a interculturalidade e fortalecer a educação escolar indígena, integrando estudantes de diversas etnias em espaços como o Teatro Estadual Palácio das Artes e a Escola Major Guapindaia.

Tour pedagógico e resgate da educação patrimonial

No último dia do evento, os estudantes foram divididos em grupos para um tour pedagógico focado em educação patrimonial. As atividades incluíram oficinas nos auditórios da Universidade Federal de Rondônia (Unir Centro) e do Centro Cultural e de Documentação Histórica do Tribunal de Justiça (CCDH).

O professor Francisco Oro Waran, mestre em geografia, destacou que o conhecimento sobre marcos como a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é vital para o processo educativo. Segundo ele, entender os impactos históricos sobre os povos originários permite que os jovens fortaleçam o diálogo com os sabedores tradicionais em suas comunidades.

Consolidação da Maloca como política pública de ensino

O secretário da Seduc, Massud Badra, enfatizou que a realização da mostra evidencia o respeito da gestão estadual às especificidades culturais dos povos de Rondônia. A iniciativa, que teve sua primeira edição em 2023, cresceu em estrutura e alcance, consolidando-se como um espaço permanente de produção artística e intercâmbio.

Para a gerente de Arte e Cultura Escolar, Elis Viana, o protagonismo dos estudantes indígenas é o maior legado do evento. O compartilhamento de histórias e saberes motiva a continuidade de uma educação inclusiva e conectada com as raízes de Rondônia, assegurando a preservação da identidade indígena na rede pública.

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