Estudantes da rede pública estadual de Rondônia foram premiados no 8º Concurso de Redação da Defensoria Pública da União (DPU), ao alcançarem nota máxima na competição nacional. O concurso teve como tema “Desafios da Promoção da Saúde dos Povos Indígenas no Brasil” e é voltado a alunos do ensino fundamental e médio da rede pública, incluindo a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Ao todo, seis estudantes da rede estadual conquistaram as primeiras colocações. As redações são avaliadas por níveis de ensino, com categorias específicas para cada estado. Em cada unidade da federação, os vencedores recebem premiações de acordo com a colocação: videogame para o 1º lugar, celular para o 2º e tablet para o 3º.
No ensino fundamental, o 1º lugar ficou com Samuel Torres, de 24 anos, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Emílio Garrastazu Médici. O 2º lugar foi conquistado por Mayson Suruí, de 15 anos, da Escola Indígena Estadual de Ensino Fundamental e Médio Sertanista José do Carmo Santana, e o 3º por Izabelly de Souza, de 15 anos, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Carlos Drummond de Andrade.
Já no ensino médio, a primeira colocação foi alcançada por Ana Vitória Cimini, de 19 anos, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Costa Júnior. Em segundo lugar ficou Emilly Costa, de 18 anos, do Colégio Tiradentes da Polícia Militar VI, enquanto o terceiro lugar foi conquistado por Evelyn Natália Silva, de 17 anos, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Orlando Bueno da Silva.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância da conquista como reflexo do trabalho desenvolvido nas escolas da rede estadual e do incentivo à educação.
“É motivo de grande orgulho ver jovens de Rondônia sendo reconhecidos em um concurso nacional, levando o nome do estado por meio da dedicação aos estudos. Essa premiação mostra o potencial dos estudantes e reforça a importância de continuarmos investindo em uma educação que transforme vidas e abra oportunidades.”
A secretária de Estado da Educação (Seduc), Albaniza Oliveira, também ressaltou o impacto positivo da premiação para a comunidade escolar. “Essa conquista representa não apenas o talento dos estudantes, mas também o trabalho realizado dentro da escola, com o apoio dos professores e o incentivo à aprendizagem.”
Uma das premiadas, a estudante Evelyn Natália Silva, destacou que a construção da redação envolveu pesquisa e apoio pedagógico da escola, especialmente nas aulas de Língua Portuguesa. Segundo ela, o conteúdo trabalhado em sala contribuiu para a organização das ideias e o aprimoramento do texto.
“Bem nessa época estávamos estudando sobre conjunção em sala, o que ajudou muito no processo de escrita de todo o texto. A professora Leide me auxiliou na correção e me mostrou onde eu poderia melhorar.”
O concurso, promovido pela Defensoria Pública da União, também é aberto a pessoas em situação de privação de liberdade e adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. A definição do pódio seguiu critérios de desempate previstos em edital, como criatividade, conteúdo, pertinência ao tema, clareza no desenvolvimento das ideias e, por fim, a maior idade do candidato.









































