Associações representativas de instituições privadas de ensino superior manifestaram forte oposição aos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgados nesta segunda-feira, 19 de janeiro. As entidades questionam a transparência dos dados e a segurança jurídica das sanções anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC).
A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) relatou divergências entre as informações enviadas pelas instituições em dezembro e os números oficiais de proficiência publicados agora. A entidade aguarda esclarecimentos técnicos do Inep antes de validar os resultados que apontam cursos com desempenho insuficiente.
Já a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) criticou a aplicação imediata de medidas cautelares, como a suspensão de vagas. Segundo a Abmes, as regras e cortes de pontuação foram consolidados apenas após a prova, o que comprometeria a previsibilidade e a credibilidade do exame inaugural.
Em resposta, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o objetivo não é prejudicar estudantes, mas forçar uma reflexão sobre a infraestrutura e a monitoria das faculdades. Ele garantiu que haverá um processo de transição, mas manteve a necessidade de medidas para assegurar a formação de bons profissionais.
Os dados do Enamed revelaram que instituições federais e estaduais lideram a qualidade, com médias de proficiência acima de 83%. Em contrapartida, a rede municipal e as faculdades privadas com fins lucrativos registraram os piores índices, ficando abaixo da meta de 60% estabelecida pelo governo federal.








































