Durante a apresentação do balanço financeiro de 2025 nesta terça-feira, 17, no Rio de Janeiro, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu a criação do “Brasil Soberano 2”. O novo pacote de financiamento visa apoiar empresas exportadoras que ainda enfrentam altas taxas nos Estados Unidos, além de setores estratégicos prejudicados por conflitos globais, como o setor de fertilizantes.
O primeiro Plano Brasil Soberano, lançado em agosto de 2025, liberou R$ 19,5 bilhões para 676 empresas brasileiras após o governo de Donald Trump impor tarifas de até 50% sobre produtos como aço e alumínio. Embora a Suprema Corte dos EUA tenha derrubado parte dessas medidas em fevereiro, alguns setores ainda sofrem taxações pesadas. Mercadante ressaltou que a ajuda é necessária para garantir competitividade frente a concorrentes globais que não sofrem os mesmos encargos.
Mercadante informou que o banco já possui R$ 6 bilhões disponíveis para o programa, o que evitaria novos gastos para o orçamento público. Para que esse valor seja utilizado, é necessária uma definição legal, que pode ocorrer via Medida Provisória. Segundo o dirigente, o diálogo com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o Ministério da Fazenda já está avançado, restando a decisão final do presidente Lula.
A pauta do banco também incluiu a crise na Raízen, gigante de biocombustíveis que entrou com pedido de recuperação extrajudicial na última semana para negociar uma dívida de R$ 65,1 bilhões. Mercadante garantiu que a dívida da companhia com o BNDES possui garantias reais e está fora da renegociação, mas reforçou o interesse da instituição em participar de uma solução para recuperar a empresa, dada sua relevância no setor de energia.
Por fim, o BNDES informou que está analisando possíveis apoios financeiros para empresas caso o fim da escala de trabalho 6×1 seja aprovado pelo Congresso. A mudança é vista com cautela pelo setor produtivo devido ao potencial aumento de custos, e Mercadante afirmou que o banco aguarda diretrizes do governo federal sobre como mitigar esses impactos econômicos.








































