O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a economia brasileira pode registrar crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre de 2026, segundo estimativas da equipe econômica. A projeção se refere ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no início do ano.
“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Então, os mecanismos de mudanças no crédito e tudo que estamos fazendo para manter a demanda efetiva estão ajudando a sustentar a atividade”, declarou o ministro.
A afirmação foi feita durante entrevista ao programa 20 Minutos, do portal Opera Mundi, exibida na noite desta sexta-feira (13).
Crescimento depende dos juros
Durante a entrevista, Haddad evitou apresentar uma projeção para o crescimento da economia ao longo de todo o ano. Segundo ele, a estimativa depende principalmente da evolução da taxa de juros no país.
O ministro afirmou que o governo realizou um trabalho de reorganização das contas públicas e defendeu que as reformas aprovadas nos últimos anos devem contribuir para impulsionar o crescimento econômico.
Entre as medidas citadas está a Reforma Tributária no Brasil, que começará a entrar em vigor a partir de 2027 e, segundo Haddad, tende a ampliar o potencial de crescimento da economia brasileira.
Defesa do arcabouço fiscal
Haddad também voltou a defender o Arcabouço Fiscal Brasileiro, afirmando que a política fiscal do governo não representa um aperto excessivo nas contas públicas.
Segundo ele, o ajuste nas despesas foi acompanhado por negociações no Congresso Nacional do Brasil para recompor a base tributária e reduzir distorções no sistema fiscal.
De acordo com o ministro, o país perdeu cerca de 3% do PIB em arrecadação tributária ao longo dos últimos anos, o que exige medidas para recuperar parte dessas receitas.
Saída do Ministério
Durante a entrevista, Haddad confirmou que pretende deixar o Ministério da Fazenda na próxima semana. O ministro afirmou que pretende disputar as próximas eleições, embora ainda não tenha definido para qual cargo.
Inicialmente, segundo ele, a ideia era apenas colaborar com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o cenário político e econômico mudou nos últimos meses.
“Queria estar mais livre para poder pensar, fora do Ministério, em um plano de desenvolvimento para o país. O cenário se complicou e o céu está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado”, afirmou.









































