A disputa pela aquisição da Warner Bros. Discovery ganhou um novo capítulo após a Netflix acusar a Paramount de enganar o mercado ao prometer um processo regulatório mais simples e rápido. A briga envolve duas gigantes do entretenimento e pode redefinir o cenário global do streaming.
Em comunicado, a Netflix afirmou que mantém uma postura “altamente competitiva” e que possui o único acordo formal já assinado com a Warner Bros. Discovery. Segundo a empresa, a concorrente estaria deturpando o processo de revisão regulatória para convencer acionistas de que sua proposta enfrentaria menos barreiras.
Sete dias para análise da proposta rival
Mesmo criticando a estratégia da concorrente, a Netflix confirmou que concedeu um prazo para que executivos da Warner avaliem a oferta da Paramount Global. A expectativa é que, após esse período, fique evidente qual proposta oferece maior retorno aos investidores.
A empresa também declarou ter confiança na aprovação pelos órgãos regulatórios, rebatendo a narrativa de que a proposta da Paramount teria caminho mais fácil junto às autoridades.
Diferenças nas propostas
As ofertas têm focos distintos. A Netflix pretende adquirir os estúdios e ativos de streaming da Warner, incluindo a HBO Max. Já a Paramount busca incorporar toda a estrutura do conglomerado, incluindo canais de TV linear — setor que enfrenta queda de audiência nos últimos anos.
A decisão final deve ocorrer em 20 de março, quando acionistas da Warner Bros. Discovery votarão qual proposta consideram mais vantajosa.
Contexto político e impacto no mercado
A disputa também ganhou contornos políticos. A Paramount é controlada por David Ellison, filho de Larry Ellison, fundador da Oracle. O empresário teve participação ativa em campanhas do presidente Donald Trump, fator que pode influenciar a percepção do mercado sobre o ambiente regulatório.
Analistas avaliam que o desfecho da disputa pode alterar o equilíbrio de forças no entretenimento global. A consolidação de estúdios, catálogos e plataformas de streaming impacta concorrência, preços e estratégias de produção de conteúdo.
Enquanto a votação não ocorre, as empresas seguem trocando acusações públicas e reforçando seus argumentos aos acionistas. O resultado poderá redefinir a próxima década do streaming internacional.




































