O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, fechou o mês de janeiro com variação de 0,33%. O resultado, divulgado nesta terça-feira (10) pelo IBGE, mostra que o índice manteve o mesmo patamar registrado em dezembro do ano anterior.
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação soma 4,44%, situando-se dentro do limite máximo de tolerância estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central é de 3%, com uma margem que permite oscilações entre 1,5% e 4,5% sem que o objetivo seja considerado descumprido.
O cenário econômico de janeiro foi marcado por forças opostas no setor de transportes e habitação. Enquanto a gasolina exerceu a maior pressão de alta no bolso do consumidor, a redução nas tarifas de energia elétrica atuou como o principal freio, equilibrando o índice final do mês.
Desde 2025, o Brasil adotou um novo modelo de avaliação da meta de inflação, que agora considera o período móvel dos últimos 12 meses. O descumprimento oficial só ocorre caso o índice permaneça fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, o que não ocorre atualmente.
O IPCA monitora o custo de vida de famílias que ganham entre um e 40 salários mínimos, abrangendo 377 produtos e serviços. A coleta de dados é realizada em diversas regiões metropolitanas e capitais estratégicas, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre.
Para o fechamento de 2026, as instituições financeiras projetam um cenário de estabilidade, com estimativas de que a inflação termine o ano em torno de 3,97%. A manutenção dos preços dentro da meta é vista como essencial para a preservação do poder de compra da população.










































