A caderneta de poupança registrou retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O total de depósitos somou R$ 331,2 bilhões, enquanto os saques chegaram a R$ 354,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas foram de R$ 6,4 bilhões, elevando o saldo da poupança para pouco mais de R$ 1 trilhão.
Nos últimos anos, a poupança vem registrando saques superiores aos depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo alcançou R$ 85,6 bilhões.
Entre os fatores que motivam os saques está a taxa Selic elevada, atualmente em 15% ao ano, estimulando investimentos com melhor rendimento do que a poupança. A manutenção de juros altos faz parte da estratégia do Banco Central para controlar a inflação e atingir a meta oficial de 3% ao ano.
O Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que deve iniciar o processo de redução da Selic na reunião de março, mas reforçou que os juros continuarão em patamar restritivo, mantendo efeito sobre aplicações financeiras e comportamento de poupança.










































