O endividamento das famílias brasileiras atingiu 79,5% em janeiro, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar do aumento no número de famílias com dívidas, a inadimplência caiu para 29,3%, marcando o terceiro mês seguido de recuo.
O levantamento aponta que o endividamento é mais presente em famílias com renda de até três salários mínimos, chegando a 82,5%, enquanto lares com renda acima de dez mínimos apresentam 68,3% de endividamento. O cartão de crédito lidera como forma de dívida, presente em 85,4% dos casos, seguido por carnês (15,9%) e crédito pessoal (12,2%). O comprometimento médio das famílias com dívidas é de 7,2 meses, ocupando 29,7% da renda.
A inadimplência é maior entre famílias de menor renda, chegando a 38,9% para quem recebe até três salários mínimos, enquanto entre os mais ricos cai para 14,9%. O tempo médio de atraso nas dívidas é de 64,8 dias, e 12,7% das famílias afirmam não ter condições de quitar seus débitos.
O levantamento destaca ainda que os juros elevados dificultam o pagamento das dívidas, com a Selic mantida em 15% ao ano, maior patamar desde julho de 2006. A CNC projeta que o endividamento seguirá em alta até o meio do ano, podendo chegar a 80,4% em junho, enquanto a inadimplência deve reduzir para 28,9% com a perspectiva de queda da Selic a partir de março.










































