A Dívida Pública Federal (DPF) pode atingir a marca histórica de R$ 10,3 trilhões até o final de 2026. A estimativa consta no Plano Anual de Financiamento (PAF) divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (28), estabelecendo um intervalo entre R$ 9,3 trilhões e o teto projetado.
O plano define as metas e a composição do endividamento brasileiro para o ano. Uma das principais estratégias é o aumento da participação de títulos corrigidos pela taxa Selic, que atualmente estão no maior nível de atratividade para investidores em quase dois anos.
De acordo com o Tesouro, os papéis atrelados aos juros básicos devem representar até 50% da composição total da dívida. Títulos corrigidos pela inflação e prefixados completam a estrutura, em uma tentativa de equilibrar a previsibilidade com o custo de financiamento.
O governo mantém mecanismos de segurança para evitar crises de liquidez, como o “colchão da dívida”, que hoje soma R$ 1,187 trilhão. Essa reserva financeira é suficiente para cobrir os vencimentos de títulos públicos internos pelos próximos sete meses.
Além da reserva interna, o Brasil possui reservas internacionais para quitar compromissos da dívida externa previstos para 2026, orçados em R$ 33,3 bilhões. A gestão busca manter o prazo médio de refinanciamento em torno de quatro anos para garantir estabilidade.
O aumento da dívida pública ocorre em um momento de pressão sobre os juros básicos da economia. Quando a Selic sobe, o custo para o governo honrar os títulos flutuantes aumenta imediatamente, impactando o estoque total do endividamento federal.
Por meio da emissão desses títulos, o Estado capta recursos no mercado para financiar políticas públicas e investimentos. A meta do Tesouro é assegurar que o Brasil continue honrando seus compromissos, mesmo diante de possíveis instabilidades no cenário econômico global.







































