O índice Ibovespa, principal indicador da B3, registrou sua segunda alta recorde consecutiva nesta quinta-feira, 15, fechando aos 165.568 pontos. O otimismo do mercado foi alimentado pela redução das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã, além da estabilidade institucional no Federal Reserve.
No câmbio, o dólar comercial interrompeu uma sequência de três altas e fechou o dia cotado a R$ 5,368, uma queda de 0,62%. A desvalorização da moeda americana ocorreu após o presidente Donald Trump afastar rumores sobre a demissão de Jerome Powell e sinalizar a diminuição de possíveis intervenções militares no Oriente Médio.
Apesar do recorde da bolsa, as ações da Petrobras registraram queda superior a 1%, pressionadas pelo recuo de 4% no preço do barril de petróleo no mercado internacional. O movimento de queda da commodity foi uma resposta direta ao arrefecimento do conflito no Irã, impactando diretamente as empresas do setor de energia.
Internamente, o crescimento de 1% no comércio em novembro também influenciou o mercado. A desaceleração na atividade econômica aumentou as apostas de analistas em uma nova redução da Taxa Selic, o que incentiva investidores a migrar recursos da renda fixa para o mercado de ações em busca de rentabilidade.
A liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, anunciada no início do dia, teve impacto limitado nas negociações. O foco dos investidores permaneceu voltado para os dados macroeconômicos e para o fluxo de capital estrangeiro, que registrou aumento no período da tarde, fortalecendo o real frente ao dólar.










































