Curta rondoniense “Poronga” é selecionado para festival nacional

Produção amazônica dirigida por Rafael Rogante aborda a vida de seringueiros e destaca a força do audiovisual de Rondônia no cenário nacional.

Fonte: Ezequiel Souza

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Curta rondoniense “Poronga” é selecionado para festival nacional

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O curta-metragem Poronga, produzido em Rondônia, foi selecionado para integrar a programação do Festival de Cinema de Vitória, um dos principais eventos dedicados ao audiovisual brasileiro.

A obra apresenta uma narrativa ambientada na Amazônia e acompanha a trajetória de dois seringueiros que enfrentam os desafios da vida na floresta, explorando temas como resistência, memória, identidade e os conflitos humanos diante do isolamento.

Com classificação indicativa de 16 anos, o filme também propõe uma reflexão sobre o ciclo da borracha e as marcas históricas deixadas pela exploração da região amazônica.

Filme retrata resistência na floresta amazônica

A história de Poronga acompanha trabalhadores da extração da borracha em um cenário marcado pelas dificuldades impostas pela floresta e pelas relações de poder existentes nesse universo.

Cena do curta-metragem Poronga com personagens no ambiente da floresta amazônica.

A produção utiliza o ambiente amazônico como parte essencial da narrativa, transformando a floresta em elemento central da construção dos personagens e dos conflitos apresentados.

O filme aborda aspectos psicológicos das relações humanas, revelando sentimentos, contradições e tensões provocadas pela solidão e pelas condições extremas enfrentadas pelos protagonistas.

Direção reúne experiência no cinema brasileiro

O curta tem direção e roteiro de Rafael Rogante, artista com atuação no cinema, teatro e audiovisual brasileiro.

Rogante também dirigiu e roteirizou, ao lado de Fabiano Barros, o curta-metragem Ela Mora Logo Ali, produção reconhecida em festivais nacionais e internacionais, com mais de 60 premiações, incluindo três Kikitos no Festival de Gramado.

Cena do curta-metragem Poronga com personagens no ambiente da floresta amazônica.

O diretor ainda participou de outros projetos audiovisuais, entre eles Mucura, Maior que a Casa Toda, Destino da Pele, Beira, Pai Nosso, além dos longas-metragens Bom Futuro e Caramelo, da Netflix.

Produção fortalece cinema de Rondônia

Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Fundação Cultural de Ji-Paraná, Poronga teve como proponente o ator e produtor Artur Nestor.

Além de interpretar um dos protagonistas, Nestor conduziu o projeto desde sua aprovação e tem participação em iniciativas voltadas ao fortalecimento do audiovisual produzido em Rondônia.

Cena do curta-metragem Poronga com personagens no ambiente da floresta amazônica.

Entre os trabalhos realizados por ele estão o espetáculo Onde Morrem os Pássaros?, o curta-metragem Mucura e os longas Casmurro e Bom Futuro.

A produção reforça o crescimento do cinema rondoniense e amplia a presença de artistas da região em espaços nacionais de divulgação cultural.

Atuações destacam personagens amazônicos

Em Poronga, Artur Nestor divide o protagonismo com o ator José Valdomiro, que possui trabalhos em produções como Casmurro, Tudo que Não Cabe no Silêncio e o longa-metragem Bom Futuro.

Os dois atores interpretam personagens ligados ao universo dos seringueiros, trazendo para a tela histórias marcadas pela resistência, pelo silêncio e pelos desafios de sobrevivência na Amazônia.

A atuação dos protagonistas contribui para aprofundar os conflitos internos dos personagens e destacar a dimensão humana da narrativa.

Seleção reforça importância do audiovisual amazônico

A participação de Poronga no Festival de Cinema de Vitória representa um novo reconhecimento para o audiovisual produzido em Rondônia.

Ao apresentar uma história conectada à realidade amazônica, o filme amplia a visibilidade das produções realizadas na região Norte e evidencia a capacidade técnica e artística dos realizadores locais.

Cena do curta-metragem Poronga com personagens no ambiente da floresta amazônica.

A seleção também destaca a importância dos investimentos públicos em cultura e o papel das políticas de incentivo para a criação e circulação de novas obras cinematográficas.

FAQ

Sobre o que é o curta-metragem Poronga?

O filme acompanha dois seringueiros na Amazônia e aborda temas como resistência, memória, identidade e conflitos humanos.

Quem dirigiu Poronga?

O curta foi dirigido e roteirizado por Rafael Rogante.

Onde o filme foi produzido?

A produção foi realizada em Rondônia com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Fundação Cultural de Ji-Paraná.

Qual festival selecionou Poronga?

O curta foi selecionado para o Festival de Cinema de Vitória.

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