O curta-metragem Planeta Fome, produzido em Porto Velho, segue conquistando espaço no cenário internacional. A animação dirigida pelo cineasta rondoniense Édier William foi selecionada para integrar a programação da 13ª edição do festival Au Cinéma pour les Droits Humains, realizado ao longo do mês de março, na França.
Produzido por meio de projeto contemplado no Edital 001/2023 da Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural), com recursos da Lei Paulo Gustavo, o filme vem acumulando prêmios e seleções em festivais nacionais e internacionais, consolidando-se como uma das produções mais reconhecidas da nova geração do cinema amazônico.
Desde sua estreia, a animação já participou de diversos festivais em países como Espanha, Rússia, Índia, Alemanha, Uruguai, Marrocos, Argentina, China, Canadá, Estados Unidos e Irã. A produção também representou a capital rondoniense no Shorts México, considerado o maior festival internacional de curtas-metragens da América Latina dedicado exclusivamente ao formato.
Trajetória nos festivais
A trajetória de Planeta Fome começou em março do ano passado durante a Mostra Livre de Cinema, em São Paulo. Desde então, o curta já passou por 17 festivais nacionais e internacionais, incluindo o Festine Itaúna, em Caruaru, o Festival Internacional de Cine Bajo la Luna de Islantilla, na Espanha, e o Bengaluru International Short Film Festival, na Índia.
Ao longo desse percurso, a animação já soma mais de 20 prêmios, além de indicações e menções honrosas, reforçando sua relevância no cenário do audiovisual independente.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou a importância da conquista para a cultura local. Segundo ele, quando uma produção cultural da cidade ultrapassa fronteiras, leva consigo a identidade, a criatividade e o talento dos artistas da região.
Para o presidente da Funcultural, Antônio Ferreira, o reconhecimento internacional reforça a importância do investimento público na cultura, que contribui para valorizar talentos locais e fortalecer a identidade cultural do município.
Narrativa distópica
Dirigido e roteirizado por Édier William, com animação de Luan Ott, o curta não possui diálogos e constrói sua narrativa por meio de imagens, símbolos e trilha sonora.
Ambientado em um Brasil distópico no ano de 2125, o filme acompanha a jornada de Ivani e Lucca, personagens que enfrentam fome, miséria e abandono social. A trama apresenta a luta de uma mãe solo em um cenário de extrema escassez, abordando temas como desigualdade social, dignidade e justiça.
Para o diretor, o reconhecimento internacional mostra que histórias produzidas na Amazônia podem dialogar com públicos de diferentes partes do mundo.










































