Em um marco histórico para a festa de Carnaval de Porto Velho, uma mulher indígena ocupa pela primeira vez o posto de princesa da Corte do Rei Momo. Aga Maria dos Santos, pertencente à etnia Tsiã Puyanawa, traz à festa não apenas beleza e carisma, mas também a simbologia da luta e da representatividade dos povos originários.
A presença da princesa indígena coincide com o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, celebrado em 7 de fevereiro, reforçando o compromisso da Prefeitura de Porto Velho com políticas públicas voltadas à inclusão, respeito e valorização cultural.
A Corte do Rei Momo abre e encerra a programação carnavalesca, sendo símbolo do espírito festivo do evento. Segundo Aga Maria, suas apresentações carregam uma mensagem de resistência e visibilidade para as comunidades indígenas, incentivando outras meninas indígenas a se verem em espaços públicos.
“Foram anos de luta pelos nossos direitos, para sermos olhados com mais carinho, com mais cuidado e, principalmente, com respeito. Essa minha participação ajuda outras meninas indígenas a se verem nos espaços públicos”, afirmou Aga Maria, que mantém seu nome originário, Tsiã Puyanawa, como referência cultural.
Os integrantes da Corte do Rei Momo são escolhidos por meio de edital e processo seletivo, seguindo uma agenda de apresentações até o encerramento oficial do Carnaval 2026, em 28 de fevereiro. A participação inédita de Aga Maria marca um passo significativo para a representatividade indígena no Carnaval e para a valorização da diversidade cultural de Porto Velho.










































