No dia 21 de janeiro de 2008, entrou em vigor uma das leis mais simbólicas para a defesa da diversidade religiosa no Brasil. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do ministro da Cultura Gilberto Gil, assinou a Lei 11.635, que instituiu o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
A data foi incluída no Calendário Cívico da União e passou a ser comemorada anualmente em todo o território nacional. A escolha do 21 de janeiro não foi aleatória – marca um compromisso público com a proteção da liberdade de crença.
Desde sua origem, a data tem sido fortemente associada à defesa dos templos de matriz africana, historicamente os mais atingidos por violências religiosas no país. O Disque 100, canal oficial de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, confirma essa realidade.
Porém, o texto da lei é claro e abrangente: a luta é pela defesa da liberdade e integridade de todas as religiões. Não se restringe a uma única tradição, mas protege o direito fundamental de cada cidadão professar sua fé.
A assinatura ocorreu em 27 de dezembro de 2007, mas a vigência começou semanas depois. Lula estava no primeiro mandato e Gilberto Gil à frente da Cultura, em um governo que priorizou políticas de reconhecimento da diversidade brasileira.
Dezoito anos depois, a data mantém urgente relevância. Casos de intolerância religiosa continuam sendo registrados em diversas regiões do país, especialmente contra religiões de matriz africana como Candomblé e Umbanda.
O contexto histórico é importante: o Brasil tem uma tradição de sincretismo religioso único, mas também carrega séculos de perseguição a práticas espirituais não-cristãs. A lei representa um marco na tentativa de reverter essa herança.
Para especialistas em direitos humanos, a data serve como lembrete anual da necessidade de educação, diálogo e respeito entre diferentes crenças. Escolas, instituições públicas e organizações da sociedade civil costumam promover atividades educativas neste dia.
A intolerância religiosa não se limita a ataques físicos a templos. Inclui discriminação no trabalho, bullying nas escolas, difamação nas redes sociais e até violência familiar contra pessoas que mudam de religião.
O Google Discover tem dado cada vez mais visibilidade a conteúdos sobre diversidade religiosa, especialmente em datas comemorativas como esta. Matérias que explicam o contexto histórico e social tendem a performar bem na plataforma.
Neste 21 de janeiro de 2026, completam-se 18 anos da vigência da lei. Uma data para reflexão sobre o quanto avançamos – e o quanto ainda precisamos caminhar rumo a um Brasil verdadeiramente plural em suas crenças.









































