A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira (1º) a Carta de Ano-Novo, manifestando grave preocupação com retrocessos éticos e sociais no país em 2025, ao mesmo tempo em que destacou avanços em áreas como saúde, economia e meio ambiente.
No texto, a CNBB afirma que o ano passado foi marcado por tensões sociais e fragilização da confiança nas instituições, e reforça que a democracia é “patrimônio do povo brasileiro”, exigindo diálogo, respeito às instituições e aos freios e contrapesos. A entidade defende que o país deve reencontrar o caminho da pacificação, do diálogo e do respeito mútuo.
Entre os desafios citados, estão:
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Conduta de autoridades e perda de decoro, especialmente no Congresso Nacional;
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Aumento da corrupção e enfraquecimento da ética pública;
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Flexibilização de marcos legais, como a Lei da Ficha Limpa e o Licenciamento Ambiental;
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Ameaças aos povos originários e proteção ambiental;
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Crescimento da violência, intolerância e feminicídios;
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Pagamento de juros e amortizações da dívida, limitando investimentos sociais;
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Persistência da desigualdade social e expansão de economias ilícitas.
Apesar disso, a carta ressalta avanços em 2025, como:
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Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS);
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Queda do desemprego e estabilidade da inflação;
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Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB);
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Retirada de tarifas norte-americanas e abertura de novos mercados;
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Protagonismo brasileiro em energias renováveis e realização da COP30 em Belém;
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Medidas de justiça social, como taxação de grandes fortunas e plebiscito sobre jornada 6×1.
A CNBB também reafirma valores cristãos, defendendo a sacralidade da vida desde a concepção até o fim natural, e destaca que proteger a vida inclui combater fome, miséria e desigualdade. A carta conclui com a mensagem de esperança para 2026: “Faz escuro, mas eu canto, porque a manhã vai chegar”.
O documento é assinado pelo presidente da CNBB, dom Jaime Cardeal Spengler, pelo 1º vice-presidente, dom João Justino de Medeiros Silva, pelo 2º vice-presidente, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, e pelo secretário-geral, dom Ricardo Hoepers.








































