A tilápia, principal peixe de cultivo presente na mesa dos brasileiros, tem ganhado destaque por sua contribuição crescente à segurança alimentar. Com rápido crescimento, sabor suave e alto valor nutricional, a espécie simboliza a piscicultura moderna, que une produtividade, sustentabilidade e qualidade.
Segundo Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados, a força da tilápia está na combinação de eficiência produtiva e adaptação às condições brasileiras. “A tilápia adapta-se muito bem a sistemas controlados, permitindo planejar a produção, reduzir perdas e garantir oferta regular ao longo do ano. Esse controle é essencial para a segurança alimentar, assegurando proteína de alta qualidade para a população”, afirma.
Sustentabilidade e responsabilidade ambiental
O crescimento da tilápia no país está atrelado a boas práticas de manejo, como uso racional da água, controle de efluentes, alimentação balanceada e respeito ao bem-estar animal. Sistemas de recirculação e tanques-rede monitorados ajudam a reduzir impactos sobre rios e reservatórios, enquanto certificações e rastreabilidade garantem transparência e confiança na cadeia produtiva.
Nutrição e segurança alimentar
Do viveiro ao preparo final, a produção da tilápia segue protocolos sanitários rigorosos, inspeções regulares e processamento adequado, garantindo alimentos seguros para o consumidor. “Quando bem manejada e corretamente preparada, a tilápia é um alimento nutritivo e extremamente versátil”, destaca Kubitza.
O peixe é rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas do complexo B e minerais como selênio e fósforo, contribuindo para dietas equilibradas e prevenindo deficiências nutricionais. Seu perfil de gorduras favorece o consumo frequente dentro de uma alimentação saudável.
Aquicultura como aliada da alimentação
Com produção em expansão e novas tecnologias aplicadas em toda a cadeia produtiva, a tilápia demonstra o potencial da aquicultura como parceira da segurança alimentar no Brasil. Kubitza reforça que o próximo passo é ampliar práticas sustentáveis e investir na informação ao consumidor, garantindo que o peixe que chega ao prato faça parte de um ciclo responsável – do viveiro à mesa.









































