O programa Bora Ali, transmitido pela Brasil Digital, recebeu a artesã e empreendedora Marta Helena, conhecida pelo trabalho desenvolvido no Mercado Central de Porto Velho. Durante a entrevista, ela compartilhou sua trajetória no artesanato, desde os primeiros passos em Minas Gerais até a consolidação de seus negócios em Rondônia.
Natural de Minas Gerais, Marta contou que sempre teve curiosidade em conhecer a região Norte. Após diferentes experiências de vida e contato com o artesanato ainda na juventude, decidiu se mudar para Porto Velho em 2008. Segundo ela, a cidade conquistou seu coração logo na chegada. “Eu gostei de Porto Velho desde o primeiro dia que cheguei. Foi amor à primeira vista”, relembrou.
O início da sua jornada no estado foi simples. Marta começou vendendo peças artesanais em uma banca na Praça Jônatas Pedrosa, onde conquistou seus primeiros clientes. Com o tempo, passou também pela Casa de Cultura Ivã Marrocos e pela Praça Aluízio Ferreira, até conseguir realizar um dos seus grandes sonhos: abrir um espaço no Mercado Central.
Atualmente, Marta administra dois empreendimentos no local: o Artesanato do Porto, que reúne produtos artesanais e lembranças regionais, e o Empório do Porto, voltado para itens alimentícios típicos da região, como cachaças, geleias e outros produtos amazônicos. Segundo ela, o empório surgiu justamente para atender uma demanda dos turistas que visitam a cidade.
Além da própria produção, a artesã também trabalha em parceria com mais de 20 artesãos, ajudando a divulgar e comercializar o trabalho de diferentes produtores locais. “Hoje eu sou mais empreendedora. Muitas pessoas produzem, mas não gostam de vender. Então eu faço essa ponte”, explicou.
Entre as peças que mais marcam sua trajetória estão os colares feitos com sementes amazônicas, como jarina, açaí e paxiúba. Marta afirma que cada artesão possui uma identidade própria no trabalho manual, algo que os clientes acabam reconhecendo com o tempo.
Durante o bate-papo, a artesã também falou sobre os desafios do setor e destacou a importância do turismo para o fortalecimento do artesanato local. Segundo ela, o Mercado Central é um dos principais pontos de contato entre visitantes e a cultura regional, reunindo história, gastronomia e produtos típicos.
Marta ainda ressaltou que o artesanato pode ser uma ferramenta importante para o desenvolvimento social, especialmente entre jovens. Para ela, o trabalho manual ajuda a desenvolver habilidades como paciência, criatividade e sensibilidade.
Ao final da entrevista, a empreendedora também reforçou o convite para que turistas e moradores conheçam seu trabalho no Mercado Central e acompanhem as novidades pelas redes sociais do Artesanato do Porto.








































