Os orelhões entram em fase de desativação após o fim das concessões do serviço de telefonia fixa em dezembro de 2025. A Anatel não exige mais que as empresas mantenham os aparelhos, mas cerca de 38 mil unidades seguem ativas em todo o Brasil, especialmente onde a cobertura móvel é deficiente.
A transição do regime de concessão para autorização, prevista na Lei Geral de Telecomunicações, permite que as prestadoras apresentem planos de retirada. No entanto, aproximadamente 9 mil orelhões devem ser mantidos até 31 de dezembro de 2028 em localidades sem acesso adequado à telefonia celular.
Distribuição e manutenção remanescente
São Paulo concentra o maior número de aparelhos: 27.918 ativos e 808 em manutenção. Em seguida, aparecem Bahia (965 ativos, 525 em manutenção) e Maranhão (653 ativos, 516 em manutenção).
Nas localidades onde a cobertura celular é insuficiente, os orelhões remanescentes devem permitir chamadas locais e nacionais gratuitas para telefones fixos. A medida visa garantir comunicação essencial em regiões remotas, já que o custo de produção dos cartões telefônicos supera o valor das ligações.
Contexto histórico e investimentos
Criados na década de 1970, os orelhões foram fundamentais para a democratização das comunicações no Brasil. A privatização do sistema Telebrás em 1998 acelerou a expansão das redes móveis, reduzindo gradualmente a dependência dos telefones públicos.
As empresas se comprometeram a investir em infraestrutura de telecomunicações, incluindo fibra óptica em áreas desprovidas, antenas 4G, cabos submarinos e conectividade em escolas públicas. Esses investimentos devem preencher as lacunas de cobertura, permitindo a retirada definitiva dos orelhões.
A quase extinção dos telefones públicos simboliza o sucesso da expansão das redes móveis no país. No entanto, a transição precisa garantir que nenhuma comunidade fique completamente isolada, mantendo o acesso à comunicação como um direito fundamental.










































