Anvisa emite alerta e reforça proibição do uso de ashwagandha no Brasil

Agência reitera que a erva asiática, popularizada em redes sociais para sintomas da perimenopausa, é irregular e não possui registro sanitário no país.

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Anvisa emite alerta e reforça proibição do uso de ashwagandha no Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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  • A Anvisa reforçou a proibição de fabricação, comercialização, distribuição e uso de suplementos com ashwagandha em todo o Brasil, pois a substância não consta na lista de ingredientes autorizados.
  • A agência citou relato internacional de paciente britânica com falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais graves associados ao consumo contínuo da planta, destacando riscos como intoxicação, hepatotoxicidade e complicações metabólicas.
  • A RDC nº 243/2018 determina que suplementos só podem usar ingredientes avaliados quanto à segurança e eficácia e não podem alegar cura, prevenção ou tratamento de doenças, devendo seu uso ser orientado por profissionais de saúde.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta oficial para reforçar a proibição da fabricação, comercialização, distribuição e uso do suplemento alimentar ashwagandha em todo o território nacional. A substância, uma erva de origem asiática popularizada em plataformas de vídeos como o TikTok sob a promessa de alívio do estresse e dos sintomas da perimenopausa, não consta na lista de ingredientes autorizados pelo órgão regulador.

Na notificação, a Anvisa mencionou o relato internacional de uma paciente britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais graves associados ao consumo contínuo da planta. A agência ressaltou que suplementos alimentares se destinam apenas a complementar a nutrição de pessoas saudáveis e que é terminantemente proibido atribuir a esses produtos qualquer alegação terapêutica de cura, prevenção ou tratamento de enfermidades.

A regulação de suplementos no Brasil é balizada pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 243/2018, que exige o uso exclusivo de substâncias previamente avaliadas quanto à segurança e eficácia. O órgão destacou que a utilização de insumos sem registro expõe os consumidores a riscos severos de intoxicação, hepatotoxicidade e complicações metabólicas.

A Anvisa orientou ainda que a decisão de utilizar qualquer tipo de suplementação deve ser respaldada por profissionais de saúde qualificados, como médicos e nutricionistas. O consumo de produtos irregulares ou em dosagens inadequadas, mesmo em itens comercializados legalmente, pode acarretar sérios prejuízos à saúde humana.

Riscos e Regras para Suplementos Alimentares no Brasil

Aspecto Regulatório Diretrizes Definidas pela Anvisa (RDC 243/2018)
Situação da Ashwagandha Proibida; não autorizada como ingrediente em suplementos
Finalidade Permitida Complementar a alimentação de indivíduos saudáveis com nutrientes
Prática Proibida Promover alegações de cura, tratamento ou prevenção de doenças
Principais Riscos Danos hepáticos, reações adversas graves e intoxicação por insumos irregulares

Perguntas Frequentes (FAQ)

A ashwagandha pode ser vendida em farmácias ou lojas de produtos naturais no Brasil?

Não. A fabricação, distribuição e venda da ashwagandha em suplementos alimentares são expressamente proibidas pela Anvisa em todo o país.

Quais efeitos adversos graves foram associados ao uso indevido da erva?

Relatórios médicos internacionais associaram o consumo do fitoterápico não regulado a quadros de falência do fígado, paradas cardíacas e lesões cerebrais.

O que estabelece a RDC nº 243/2018 da Anvisa para os suplementos?

A norma determina que os suplementos só podem conter ingredientes com segurança comprovada e proíbe promessas de tratamento de doenças nos rótulos.

Como o consumidor deve proceder antes de iniciar o uso de suplementos?

A Anvisa recomenda buscar orientação de profissionais de saúde para avaliar a real necessidade de suplementação, respeitando dosagens e restrições.

 

Com informações de Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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