Amamentação reduz risco de doenças cardíacas na mãe

Estudos mostram que a amamentação reduz o risco de doenças cardiovasculares, AVC e infarto, além de promover benefícios metabólicos e hormonais para a saúde da mulher.

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Amamentação reduz risco de doenças cardíacas na mãe
© Valter Campanato/Agência Brasil

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  • Estudos citados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia indicam que a amamentação por cerca de 18 meses reduz em 11% o risco de doenças cardiovasculares, em 12% o risco de AVC e em 14% o risco de infarto nas mulheres.
  • A proteção cardiovascular está ligada a um “reset metabólico” e à ação de hormônios como ocitocina e prolactina, que melhoram a sensibilidade à insulina, reduzem pressão arterial e frequência cardíaca e fortalecem o sistema cardiovascular.
  • A campanha Agosto Dourado e a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2026 reforçam a amamentação como política de saúde pública, destacando benefícios para a saúde materna e infantil em um contexto em que doenças cardiovasculares respondem por cerca de 33% das mortes entre mulheres.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A amamentação reduz o risco de doenças cardíacas na mãe e oferece benefícios que vão muito além da nutrição do bebê. Dados destacados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostram que mulheres que amamentam apresentam cerca de 11% menos chances de desenvolver doenças cardiovasculares, além de redução de 12% no risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de 14% na probabilidade de infarto, especialmente quando o período de amamentação alcança aproximadamente 18 meses ao longo da vida.

A divulgação ocorre durante a campanha do Agosto Dourado e da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2026, que reforçam a importância de proteger, promover e incentivar o aleitamento materno como uma política de saúde pública.

Como a amamentação protege o coração da mulher

Segundo a vice-presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Alexandra Oliveira de Mesquita, a proteção cardiovascular está relacionada às mudanças metabólicas que ocorrem durante a lactação.

Durante a gravidez, o organismo feminino passa por profundas alterações hormonais. Há aumento da resistência à insulina, elevação do colesterol e dos níveis de gordura no sangue, mudanças consideradas naturais para garantir o desenvolvimento do bebê.

Após o parto, a produção de leite promove um verdadeiro “reset metabólico”, permitindo que o organismo retorne gradativamente ao equilíbrio.

Entre os principais efeitos observados estão:

  • melhora da sensibilidade à insulina;
  • utilização da glicose para produção do leite;
  • redução do risco de diabetes;
  • diminuição da pressão arterial;
  • redução da frequência cardíaca;
  • menor esforço do coração para bombear sangue.

Esses mecanismos contribuem para diminuir fatores de risco associados às doenças cardiovasculares.

Hormônios liberados durante a lactação fortalecem o sistema cardiovascular

A lactação estimula a produção de diversos hormônios importantes para a saúde da mulher.

Entre eles está a ocitocina, conhecida como o “hormônio do amor”, que exerce papel fundamental na proteção do coração.

Além da ocitocina, também são liberados:

Ocitocina

Favorece a vasodilatação, melhora a circulação sanguínea e protege o músculo cardíaco contra lesões causadas pela falta de oxigênio.

Prolactina

Atua diretamente na produção do leite e participa do equilíbrio metabólico durante o período pós-parto.

Outros hormônios

Glicocorticoides, grelina e hormônio do crescimento também participam da recuperação fisiológica da mãe, contribuindo para melhor funcionamento cardiovascular.

Segundo a especialista, todas essas alterações favorecem a melhora da função das artérias e ajudam a reduzir os fatores de risco cardiovasculares.

Benefícios aumentam com maior tempo de amamentação

Os estudos citados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia indicam que mulheres que amamentam por períodos mais longos acumulam benefícios adicionais.

Entre os principais resultados observados estão:

  • cerca de 11% menos risco de doenças cardiovasculares;
  • aproximadamente 12% menos risco de AVC;
  • redução de 14% no risco de infarto.

Os especialistas ressaltam, entretanto, que esses números não significam que mulheres que não amamentaram desenvolverão doenças cardíacas, mas demonstram um importante fator adicional de proteção para aquelas que conseguem manter o aleitamento.

Doenças cardiovasculares são principal causa de morte entre mulheres

Apesar de muitas pessoas associarem o câncer de mama como a principal ameaça à saúde feminina, a realidade é diferente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares respondem por cerca de 33% das mortes entre mulheres, índice muito superior ao observado para diversos tipos de câncer.

Entre os fatores de risco estão:

  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • sedentarismo;
  • obesidade;
  • colesterol elevado.

No caso das mulheres, existem ainda fatores específicos, como:

  • menopausa precoce;
  • síndrome dos ovários policísticos;
  • endometriose;
  • diabetes gestacional;
  • hipertensão durante a gravidez;
  • parto de bebê com baixo peso;
  • uso de anticoncepcionais em determinadas condições clínicas.

Agosto Dourado reforça importância da amamentação

A campanha Agosto Dourado busca conscientizar a população sobre os benefícios do aleitamento materno.

Em 2026, a Semana Mundial do Aleitamento Materno adotou como tema:

“Amamentação para um começo de vida sustentável: Fortaleça o que funciona.”

A mobilização internacional é coordenada pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) e incentiva governos, profissionais de saúde e famílias a fortalecerem políticas públicas de incentivo à amamentação.

Dez benefícios da amamentação

Especialistas destacam diversas vantagens para mãe e bebê.

Entre elas:

  • proteção contra doenças;
  • recuperação mais rápida no pós-parto;
  • desenvolvimento saudável da criança;
  • fortalecimento do vínculo entre mãe e filho;
  • melhor formação da arcada dentária;
  • adaptação alimentar facilitada;
  • redução do risco de alguns tumores;
  • contribuição para o planejamento familiar;
  • incentivo a hábitos alimentares saudáveis;
  • economia para as famílias ao reduzir gastos com fórmulas infantis.

As evidências científicas reforçam que a amamentação representa um importante investimento na saúde materna e infantil. Além de garantir a nutrição ideal para o bebê, o aleitamento contribui para a recuperação do organismo da mulher, melhora o metabolismo, reduz fatores de risco cardiovasculares e fortalece a prevenção de doenças ao longo da vida. As campanhas do Agosto Dourado seguem desempenhando papel essencial ao ampliar o acesso à informação e incentivar políticas públicas voltadas ao apoio às mães.

Perguntas Frequentes (FAQ)

A amamentação realmente protege o coração?

Sim. Estudos apontam redução significativa do risco de doenças cardiovasculares, AVC e infarto em mulheres que amamentam.

Quanto tempo de amamentação oferece mais benefícios?

As pesquisas indicam que aproximadamente 18 meses acumulados de amamentação estão associados à maior redução dos riscos cardiovasculares.

Mulheres que não amamentam terão problemas cardíacos?

Não. A amamentação representa um fator adicional de proteção, mas não determina isoladamente o desenvolvimento de doenças.

Qual hormônio protege o coração durante a amamentação?

Principalmente a ocitocina, que melhora a circulação sanguínea e contribui para a proteção do músculo cardíaco.

Por que o Agosto Dourado é importante?

Porque promove conscientização sobre os benefícios do aleitamento materno para mães, crianças e toda a sociedade.

Com Informações de Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.

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