A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) confirmou, nesta terça-feira (24), o primeiro diagnóstico de coqueluche em Porto Velho neste ano. A paciente é uma bebê de apenas três meses de idade, que permanece internada sob os cuidados da rede estadual de saúde. Segundo o boletim médico, a criança passa bem e está respondendo positivamente ao tratamento com antibióticos. A confirmação acionou o protocolo do Departamento de Vigilância em Saúde, que já iniciou o monitoramento das pessoas que tiveram contato direto com a menor para evitar a propagação da bactéria Bordetella pertussis.
A coqueluche é uma infecção respiratória altamente contagiosa, transmitida por gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Em bebês, a doença é particularmente perigosa, podendo causar crises de tosse intensa, dificuldade para respirar e vômitos. O tratamento precoce é fundamental para reduzir a gravidade dos sintomas e interromper a cadeia de transmissão. As autoridades sanitárias da capital destacam que a principal barreira contra a doença é a vacinação, que deve ser mantida rigorosamente em dia desde os primeiros meses de vida.
Calendário de Vacinação e Medidas de Prevenção
Para conter o avanço da doença, a Semusa reforça que a vacina está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Porto Velho. O esquema vacinal para crianças inclui a dose pentavalente aos 2, 4 e 6 meses, com reforços da tríplice bacteriana (DTP) aos 15 meses e aos 4 anos. Além disso, a vacinação de gestantes com a dose dTpa é crucial, pois transfere anticorpos ao feto, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, quando o sistema imunológico do bebê ainda está em desenvolvimento.
A recomendação para a população é que, diante de sintomas leves de tosse persistente, a orientação é procurar a UBS mais próxima. Em casos de falta de ar ou crises agudas, o atendimento deve ser buscado imediatamente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Manter a vacina contra difteria e tétano (dT) atualizada a cada 10 anos também faz parte da estratégia de saúde coletiva para proteger adultos e, consequentemente, evitar que transmitam a bactéria para crianças não vacinadas.









































