A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta rigoroso nesta quinta-feira (12) sobre os perigos do uso inadequado de preenchedores dérmicos. O comunicado foca em substâncias injetáveis amplamente utilizadas em procedimentos estéticos, como o ácido hialurônico, a hidroxiapatita de cálcio, o poli-L-ácido lático (PLLA) e o polimetilmetacrilato (PMMA). Segundo a agência, a aplicação desses produtos em regiões anatômicas não indicadas ou em quantidades superiores às previstas pelos fabricantes pode gerar danos à saúde com consequências clínicas de difícil manejo ou até incapacitantes.
Classificados como dispositivos médicos de risco alto e máximo, esses produtos só podem ser comercializados e utilizados se possuírem registro ativo na Anvisa. A agência destaca que a negligência quanto às instruções de uso tem provocado efeitos adversos severos. Entre os relatos mais graves estão casos de embolia pulmonar e deficiência visual tanto temporária quanto permanente causada por oclusão vascular, quando o produto obstrui o fluxo sanguíneo em áreas sensíveis.
Complicações sistêmicas e cuidados essenciais
Além dos danos localizados, o alerta menciona complicações sistêmicas alarmantes. O uso indevido pode desencadear inflamações granulomatosas crônicas, níveis elevados de cálcio no sangue, formação de cálculos renais e insuficiência renal aguda, chegando a casos em que o paciente necessita de hemodiálise. A Anvisa reforça que, antes de qualquer intervenção, é indispensável que o paciente verifique se o produto está regularizado e se o profissional de saúde é devidamente qualificado para o plano de tratamento proposto.
Como medida de segurança, a agência orienta que os pacientes exijam o cartão de rastreabilidade do produto utilizado, mantendo uma cópia no prontuário médico. Este documento é fundamental para identificar o lote e o fabricante em caso de eventos adversos. A recomendação clara é procurar assistência profissional qualificada ao primeiro sinal de complicação após o procedimento. Denúncias sobre produtos irregulares ou clínicas que utilizam substâncias não licenciadas podem ser feitas diretamente pelo sistema Fala.BR, na Ouvidoria da Anvisa.






































