A Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau) confirmou, nesta semana, a existência de quatro casos positivos de Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) em Porto Velho. Ao todo, seis notificações foram registradas na capital, resultando em quatro confirmações e dois descartes após exames laboratoriais. Os pacientes confirmados são homens com idades entre 20 e 35 anos, que apresentam quadros considerados leves a moderados.
O monitoramento nacional aponta que o Brasil já registra pelo menos 55 casos da doença nos primeiros meses de 2026. Embora o número seja inferior ao observado no mesmo período do ano passado, a circulação do vírus e a detecção de novas variantes recombinantes no exterior mantêm as autoridades sanitárias em alerta. Em Porto Velho, o Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) é a unidade de referência para o tratamento em áreas de isolamento.
A transmissão da Mpox ocorre principalmente por contato físico direto com as lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados por pessoas infectadas. O sintoma mais característico é a erupção cutânea, que evolui de manchas para bolhas e crostas. O período de incubação varia de 3 a 16 dias, e a transmissibilidade cessa apenas quando todas as feridas estão completamente cicatrizadas e uma nova camada de pele é formada.
Para evitar a sobrecarga das Unidades Básicas de Saúde (UBS), a Prefeitura de Porto Velho direcionou o atendimento de casos suspeitos preferencialmente para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Leste e Sul, além do Pronto Atendimento Dra. Ana Adelaide. A recomendação é que qualquer pessoa que apresente febre acompanhada de ínguas e lesões na pele procure assistência médica imediata e evite o contato próximo com outras pessoas até a avaliação profissional.
Até o momento, não houve registro de óbitos pela doença em solo brasileiro em 2026. A vacinação pelo SUS continua disponível, mas é restrita a grupos prioritários com maior vulnerabilidade imunológica, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. O foco atual das equipes de vigilância é o rastreamento de contatos diretos dos pacientes confirmados para interromper as cadeias de transmissão local.



































