Considerando que a leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda transmitida a partir da exposição direta ou indireta com a urina de animais infectados, principalmente ratos, e que a bactéria Leptospira pode penetrar no organismo por meio de lesões na pele ou mucosas, o governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa/RO), orienta a população e reforça os cuidados nas áreas de risco, especialmente durante o período chuvoso.
Segundo a coordenadora estadual da Leptospirose, Joana Neves, o período de incubação da doença varia de 1 a 30 dias, sendo mais comum o surgimento dos sinais e sintomas entre 7 e 14 dias após a exposição em situações de risco. “Trata-se de uma doença com manifestações clínicas variadas, que podem ir de quadros leves até formas graves e, com comprometimento de diversos órgãos. Por isso, o reconhecimento precoce dos sintomas e a busca por atendimento de saúde são fundamentais”, explicou.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que o governo do estado mantém ações contínuas de vigilância, prevenção e orientação à população, especialmente em períodos de chuvas intensas. “O enfrentamento de doenças relacionadas a fatores ambientais é fundamental, com investimentos em monitoramento e fortalecimento da rede de saúde para proteger a vida dos rondonienses.”
Vigilância e prevenção
Para o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, a ocorrência da leptospirose está relacionada às condições precárias de infraestrutura sanitária e à alta infestação de roedores infectados, cenário agravado por inundações. “A Agevisa/RO atua de forma integrada com os municípios, monitorando os casos, orientando as equipes de saúde e reforçando ações preventivas. Nosso trabalho é pautado em critérios técnicos e científicos, com foco na redução de riscos e na proteção da saúde coletiva“, afirmou.
Período chuvoso
As inundações favorecem a disseminação e a permanência da bactéria no ambiente, ampliando o risco de exposição e a possibilidade de aumento do número de casos, inclusive com risco de óbitos. Diante desse cenário, a Agevisa/RO reforça a importância de evitar contato com águas de alagamento sempre que possível e de procurar atendimento de saúde ao apresentar sintomas após exposição aos ambientes de risco.











































