A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou nesta sexta-feira (16) que conduzirá um estudo inédito para avaliar a eficácia e a aplicação da injeção semestral para prevenção do HIV no Brasil. O medicamento utilizado será o lenacapavir, fabricado pela Gilead Sciences.
Recentemente aprovado pela Anvisa para uso preventivo, o fármaco funciona como uma profilaxia pré-exposição (PrEP). Ao contrário dos métodos atuais que exigem comprimidos diários, o novo tratamento consiste em uma injeção subcutânea administrada apenas a cada seis meses.
O estudo, batizado de ImPrEP LEN Brasil, focará em públicos específicos com idades entre 16 e 30 anos, incluindo homens gays, bissexuais, pessoas não binárias e transgêneros. As aplicações ocorrerão em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus, Campinas e Nova Iguaçu.
De acordo com as diretrizes de saúde, o uso é indicado para adultos e adolescentes acima de 12 anos que pesem pelo menos 35 quilos. Antes de ingressar no protocolo de tratamento, os participantes devem obrigatoriamente realizar um teste com resultado negativo para o vírus.
A Fiocruz informou que as doses do medicamento já foram disponibilizadas pelo fabricante. O início efetivo das aplicações em voluntários brasileiros depende agora apenas da chegada de agulhas específicas ao país, necessárias para o procedimento de aplicação subcutânea.










































