- Texto analisa limites legais da atuação de influenciadores e campanhas digitais, destacando decisões do TSE e necessidade de maior ação do TRE-RO.
- Coluna aborda disputas políticas em Rondônia, com foco em Marcos Rogério, Adailton Fúria e Hildon Chaves, suas estratégias e reposicionamentos.
- Autor relata episódio de pressão de assessoria de Marcos Rogério, faz correção de informação, critica postura da equipe e cobra fiscalização sobre denúncias no Sebrae.
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia
INFLUENCIADORES
Virou moda nas redes sociais: o sujeito acorda, liga o celular e passa o dia “opinando”. Coincidentemente, sempre batendo no mesmo candidato e distribuindo afagos ao adversário. Tudo “espontâneo”, claro. Até a Justiça Eleitoral começar a prestar atenção.
TEATRO
O Tribunal Superior Eleitoral já deixou claro, em mais de uma decisão, que esse teatro digital tem limites – e alguns já foram ultrapassados com gosto. Nas eleições de 2022, por exemplo, a Corte manteve multa por impulsionamento irregular de conteúdo. Traduzindo: pagar para aparecer mais, usando estratégia disfarçada, não é liberdade de expressão – é campanha fora da regra.
ATAQUES
Em outro julgamento, o TSE também enquadrou a chamada “propaganda negativa” financiada na pré-campanha. Não basta evitar pedir voto antes da hora; pagar para atacar adversário também entra na conta. A criatividade pode ser grande, mas a lei é objetiva.
TÊNUE
E quando entra a velha conhecida desinformação, aí o cenário piora. Já houve punição por manipulação de falas e conteúdos distorcidos para prejudicar adversários. Nesse caso, não é opinião – é estratégia. É uma linha tênue que começa a ser ultrapassada: aqui e alhures.
CABO ELEITORAL
Mas o ponto mais curioso – para não dizer conveniente – está no uso de influenciadores. A Justiça Eleitoral já reconheceu que a contratação desse tipo de “formador de opinião” pode configurar abuso de poder econômico. Ou seja: o influencer raiz virou, na prática, um cabo eleitoral gourmet.
HIPOCRESIA DIGITAL
O discurso é sempre o mesmo: “é só minha opinião”. Pode até ser. Mas quando há dinheiro, roteiro e frequência cirúrgica nos ataques e elogios, a opinião ganha CPF, CNPJ e, às vezes, até nota fiscal – mesmo quando escondida. A regra é simples, embora muitos finjam não entender: criticar pode, elogiar pode – simular espontaneidade financiada, não.
DESFARCE
Na política digital, não é o tom que define o problema, mas a intenção por trás dele. E quando a crítica vira instrumento pago e disfarçado, deixa de ser opinião e passa a ser campanha – com todos os riscos legais que isso implica. No fim das contas, o influenciador que se apresenta como independente, mas atua como militante contratado, pode descobrir da pior forma que algoritmo não é escudo contra a lei. Em Rondônia, principalmente no interior, ao que parece, tem influenciador com um pé lá e outro cá na linha tênue da lei.
MUDO
O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia precisa atuar mais firme nos abusos digitais e informar a população o que está sendo adotado para coibir o uso indevido da IA nestas eleições. Antes que o estrago seja feito no equilíbrio da disputa.
PLATAFORMAS
Desde as eleições de 2022, fazer campanha já não é mais como há dez anos. O palanque físico perdeu espaço para um território mais amplo, mais rápido e, sobretudo, mais perigoso: as plataformas digitais.
VELOCIDADE
Hoje, é nesse ambiente que se trava a disputa mais intensa por atenção e voto. E não por acaso, deverá também a ser o espaço mais vigiado pela Justiça Eleitoral. A razão é simples: a facilidade com que se ultrapassam os limites legais é proporcional à velocidade com que a informação circula.
CADUCO
Durante muito tempo, atacar adversários – até de forma dura – foi estratégia comum. A lógica era desgastar a imagem alheia para crescer politicamente. Mas esse modelo envelheceu. A crítica pela crítica, por mais ácida que seja, já não tem o mesmo efeito de antes. E há instrumentos jurídicos para coibir o uso deformado.
FAKE
A exceção continua sendo a desinformação. A fake news, pela capacidade de alcance e impacto imediato, ainda tem poder de destruir reputações – e, justamente por isso, é tratada como crime e alvo constante de repressão.
FÓRMULA
Fora isso, o velho “arsenal” de campanha perdeu força. Insistir na mesma fórmula, baseada apenas em ataques e narrativas negativas, não garante mais eleição. Na prática, há tempos deixou de influenciar como antes. Lula é prova concreta que o cacete contínuo não tem o efeito de antes e caminha em igualdade de condições para disputar seu quarto mandato. Seu principal adversário é a fadiga de material, ou seja, ele próprio. Se retirar Flávio da disputa e colocar Zema, ambos empatam. Na mesma linha Ronald Caiado, Ratinho Jr ou Sasá Mutema.
PARADIGMA
O eleitor mudou. Está mais exposto à informação, mais desconfiado e, em muitos casos, mais atento. Observa, compara e, principalmente, percebe quando há exagero ou artificialidade no discurso. Na política atual, não basta falar alto – é preciso fazer sentido.
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PEDÁGIO
A entrevista de Marcos Rogério ao site Rondônia Dinâmica sobre o pedágio da BR-364 revela um movimento duplo: crítica ao modelo e, ao mesmo tempo, um esforço claro de reposicionamento político. É preciso reconhecer um ponto em que o senador tem razão. A definição das tarifas e o modelo de concessão são atribuições do governo federal, dentro de uma política nacional de infraestrutura.
INÉRCIA
Nesse aspecto, a insatisfação com valores considerados elevados encontra respaldo no sentimento de boa parte da população. O questionamento que surge, no entanto, é outro – e mais incômodo. Se o modelo vem sendo discutido e estruturado há anos, período em que o parlamentar e outros que vão a reeleição já atuava no Congresso Nacional, por que o alerta mais contundente não veio antes? Faltou, na avaliação de críticos, uma atuação mais incisiva no momento em que as regras estavam sendo desenhadas, e não apenas após a fixação das tarifas.
AUTOCRÍTICA
Ainda assim, chama atenção a mudança de tom. Após a derrota para Marcos Rocha em 2022, Marcos Rogério surge mais moderado, com discurso menos confrontador e sinais, ainda que sutis, de autocrítica. A abordagem agora busca maior conexão com o eleitor, especialmente em temas sensíveis como o custo do pedágio.
EQUILÍBRIO
A crítica, portanto, não se dirige apenas ao conteúdo, mas ao resultado da obra. Entre reconhecer a legitimidade da insatisfação popular e questionar a ausência de protagonismo anterior, a entrevista expõe o desafio de equilibrar coerência e estratégia.
POSTURA
No fim, o episódio evidencia não apenas o debate sobre a BR-364, mas também uma tentativa de ajuste de postura – mais calibrada – diante de um eleitorado que já demonstrou, nas urnas, ser sensível não só ao discurso, mas também à forma como ele é apresentado.
EFEITO HILDON
Embora tenha entrado por último na corrida governamental, Hildon Chaves (UB) conseguiu o que muitos tentavam sem sucesso: sacudir uma pré-campanha que caminhava em ritmo de sonolência. O anúncio de sua pré-candidatura ao governo de Rondônia veio como surpresa e bagunçou o tabuleiro, já que seu nome circulava com força para compor como vice, disputar vaga na Câmara Federal ou até o Senado.
CONSTÂNCIA
Entre o fim de março e o início de abril, Hildon dominou o noticiário, ganhou espaço, gerou especulação e reposicionou o debate. Por alguns dias, foi o centro da disputa. Mas política não vive só de impacto inicial – exige constância.
VAZIO
Passado quase um mês, o cenário mudou. A pré-campanha que ele mesmo ajudou a aquecer voltou a dar sinais de arrefecimento. Pode ser estratégia, tempo para organizar palanque e alinhar alianças. Mas há um risco evidente: em política, espaço vazio raramente fica sem ocupação.
RITMOS
Enquanto isso, Adailton Fúria (PSD) e Marcos Rogério (PL) seguem em ritmo intenso, com agendas cheias e presença constante – especialmente em um estado onde o interior costuma definir eleição. Hildon ainda é, sem dúvida, um nome competitivo e de ponta e tem um baita portfólio para apresentar ao eleitor.
FÔLEGO
Ao lado de Fúria e Rogério, formam o trio que deve disputar voto a voto o eleitor rondoniense – um eleitor que, majoritariamente, observa, avalia e costuma decidir mais adiante. Mas até lá, é preciso rodar. E muito. Porque, se o início mostrou força para surpreender, a sequência vai exigir fôlego para sustentar. E oxigênio é o que não pode faltar nas campanha dos três.
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Incomoda qualquer jornalista que se proponha a escrever com isenção quando assessores de políticos, de forma açodada e desrespeitosa, ligam para reclamar de comentários ou informações envolvendo seus chefes. Foi o que ocorreu comigo na semana passada.
CONTEXTO
Após a publicação da última coluna, uma assessora do senador Marcos Rogério – daquelas que vivem no mundinho das cortes de Brasília e olham para profissionais locais com certo desdém – resolveu ligar para este cabeça-chata para fazer sua reclamação. O ponto em questão, diga-se, era secundário e não alterava o contexto da análise sobre a pré-campanha estadual. Detalhe que uma obtusa não consegue enxergar uma vez que não era sobre vídeo que estávamos a avaliar. Entrou no texto como ilustração.
EQUÍVOCO
Mencionamos que um vídeo do pré-candidato Adailton Fúria ao lado de Jair Bolsonaro, com elogios ao ex-prefeito de Cacoal, teria sido alvo de judicialização por parte da campanha do senador. Não foi. O episódio judicial envolvia outra situação. Mas o fato era ilustrativo. Uma bobagem a reação.
ARROGÂNCIA
O erro, agora reconhecido, serviu de combustível para uma abordagem desnecessariamente arrogante. E, embora este colunista costume ser cordial com quem o procura, responde à altura quando a abordagem ultrapassa os limites do respeito – como foi o caso. Ainda mais porque um advogado do senador já havia ligado e esclarecido sobre a questão.
GESTO
Cabe o registro: o senador Marcos Rogério fez questão de se desculpar pelos excessos da assessora, gesto que demonstra uma postura mais aberta ao diálogo e às críticas – algo que, aliás, tem marcado sua atuação mais recente.
ALERTA
Fica, no entanto, o alerta ao entorno: enquanto o senador parece disposto a ajustar o tom e se aproximar da imprensa, parte de sua equipe ainda opera na lógica da arrogância que, para muitos, contribuiu para o insucesso eleitoral de 2022. Tudo indica que nem todos aprenderam com os próprios erros.
REPARO
Política também se faz com a língua solta. E cabe ao candidato calibrar seus auxiliares para que não tratem a imprensa como estafeta. Por fim, o devido registro: Marcos Rogério não acionou a Justiça Eleitoral para retirada do vídeo citado. Ao contrário, tratou o episódio como algo banal em entrevista recente.
SAPO
Quanto a este cabeça-chata, segue como sempre: aberto ao diálogo, mas avesso à má educação – venha ela de onde vier. Com a idade de idoso não tenho mais paciência com gente que pensa que falando grosso vai me assombrar. No passado até que eu engolia sapos, seja pela sobrevivência, seja por desacertos da vida: hoje o papo é outro. Única coisa boa da velhice é que o medo não tem mais espaço. Numa nova eventual abordagem é o chefe que pagará o pato. Não perco tempo com assecla. Mesmo sob ataque.
MAMULENGO
Apesar dos arroubos extravagantes e da conhecida coreografia de “mamulengo” com que protagoniza algumas de suas aparições nas redes sociais, a denúncia sobre gastos perdulários no Sebrae merece atenção e, sobretudo, fiscalização rigorosa. Há indícios de uma preocupante disparidade entre o volume de recursos empregados e o retorno efetivo dos investimentos realizados.
SINECURA
Trata-se de uma estrutura que passa ao largo do olhar da maioria da população, mas que, nos bastidores, funciona como uma espécie de sinecura capaz de despertar o interesse -e a cobiça – de muitos. A coluna se debruçou sobre o caso e identificou pontos que exigem esclarecimentos por parte da atual direção do órgão.
EXPLICAÇÃO
É verdade que o zelo do denunciante não parece ser o mesmo adotado por esta análise, até porque há, nos bastidores, irritações motivadas por interesses comerciais contrariados. Ainda assim, a origem da denúncia não invalida sua gravidade. Mesmo partindo do “mamulengo”, o enredo apresentado exige explicações consistentes.
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