Funcionário do governo dos EUA deixa o Brasil após medida de reciprocidade

Michael Myers atuava em cooperação com a Polícia Federal desde 2024; decisão do Itamaraty ocorre após os Estados Unidos determinarem a saída de um delegado brasileiro do país.

Fonte: Túlio Amâncio, Ana Flávia Castro, Fábio Amato, GloboNews e g1 - 20

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Funcionário do governo dos EUA deixa o Brasil após medida de reciprocidade
Andressa Anholete/Agência Senado

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  • O funcionário do governo dos EUA Michael Myers deixou o Brasil após o Itamaraty aplicar medidas de reciprocidade diplomática.
  • A decisão ocorreu após o governo Trump mandar retornar um delegado brasileiro, levando ao cancelamento do visto e credenciais de Myers.
  • A PF afirma que o acordo de cooperação com os EUA segue vigente e espera que o episódio seja tratado como caso isolado.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Um funcionário do governo dos Estados Unidos, identificado como Michael Myers, deixou o território brasileiro nesta quarta-feira (23) após o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) adotar medidas de reciprocidade diplomática. Myers atuava junto à Polícia Federal (PF) em um acordo de cooperação para troca de informações e inteligência. A saída do servidor foi confirmada por fontes do governo norte-americano e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O princípio da reciprocidade foi aplicado após o governo de Donald Trump ordenar que um delegado brasileiro, que atuou nas investigações envolvendo Alexandre Ramagem, deixasse os Estados Unidos. Em resposta, o Brasil cancelou o visto de Myers e retirou suas credenciais de atuação. Além dele, um segundo funcionário norte-americano teve o acesso às instalações da PF suspenso temporariamente, embora este ainda permaneça no país.

Procedimento Diplomático

De acordo com o diretor da PF, a determinação para o retorno de Myers aos Estados Unidos foi comunicada de forma verbal, espelhando o procedimento utilizado pelas autoridades norte-americanas no caso do delegado brasileiro. “Um teve temporariamente o acesso cortado à PF por mim. Outro teve o visto cancelado e determinado seu retorno pelo MRE”, explicou Andrei Rodrigues em entrevista à GloboNews. O servidor Myers optou por antecipar sua saída antes de ser formalmente instado a sair.

Apesar do impasse diplomático, a cúpula da Polícia Federal afirmou que o acordo de cooperação entre as instituições de segurança dos dois países permanece em vigor. A expectativa das autoridades brasileiras é de que o episódio seja tratado como um fato isolado e que o fluxo de intercâmbio de informações seja normalizado em breve. O Itamaraty reforçou que a medida visa manter o equilíbrio nas relações internacionais, garantindo que ambos os Estados recebam tratamento igualitário.

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