Criação de autoridade climática é prioridade de Lula, afirma Marina Silva

Órgão deve funcionar como operador de um novo sistema nacional de segurança climática; proposta inclui estado de emergência permanente para municípios vulneráveis.

Fonte: Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil - 20

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Criação de autoridade climática é prioridade de Lula, afirma Marina Silva
© Valter Campanato/Agência Brasil

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  • Marina Silva, em sua última coletiva no MMA, reafirmou como prioridade a criação da Autoridade Climática Nacional no governo Lula.
  • O plano prevê um sistema com marco regulatório inédito e 1.942 municípios em “emergência climática permanente” para agilizar prevenção e socorro.
  • A proposta, agora sob condução de João Paulo Capobianco e Miriam Belchior, deve resultar em projeto de lei ao Congresso ainda neste semestre.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Em sua última coletiva de imprensa como titular do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), realizada nesta quarta-feira, 1º de abril, Marina Silva reafirmou que a criação da Autoridade Climática Nacional permanece como uma das prioridades centrais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia, que vem sendo maturada desde o início do mandato em 2023, ganhou força após as crises ambientais severas enfrentadas pelo país nos últimos anos, especialmente as estiagens históricas na região amazônica.

De acordo com Marina, a proposta evoluiu de uma simples instituição para a criação de um sistema complexo, onde a Autoridade Nacional de Segurança Climática atuará como o braço operacional. O plano envolve o estabelecimento de um marco regulatório inédito, que permitiria que 1.942 municípios brasileiros — identificados como altamente suscetíveis a desastres — permaneçam em estado de “emergência climática permanente”. Essa medida visa desburocratizar ações de socorro e adaptação, garantindo recursos contínuos para prevenção.

A estrutura do novo órgão contará ainda com o suporte de um conselho interministerial técnico e científico, fundamental para embasar as decisões de enfrentamento a eventos extremos. Marina Silva destacou que, embora esteja deixando a pasta para concorrer nas próximas eleições, o processo está avançado e sob os cuidados de seu sucessor, João Paulo Ribeiro Capobianco, e da futura ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. O objetivo é institucionalizar a governança climática para que ela não dependa apenas de gestões temporárias.

A saída de Marina Silva e a nomeação de Capobianco foram oficializadas em edição extra do Diário Oficial da União nesta noite. A ex-ministra encerrou sua fala reforçando que o debate sobre a segurança climática é urgente e inadiável para a preservação das instituições e da economia brasileira. Com a estrutura já desenhada, a expectativa é que o projeto de lei para a criação da Autoridade avance no Congresso Nacional ainda neste semestre, consolidando a nova arquitetura ambiental do país.

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