A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta sexta-feira (20), o julgamento virtual que manteve a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Por um placar de 4 votos a 0, os ministros acompanharam o voto do relator, André Mendonça, negando o recurso da defesa. Além de Vorcaro, o colegiado ratificou a manutenção da custódia de Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do grupo, e do escrivão aposentado da Polícia Federal, Marilson Roseno da Silva, acusado de vazar informações sigilosas.
O julgamento, iniciado na semana anterior, contou com os votos favoráveis dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. O encerramento ocorreu com o posicionamento do decano Gilmar Mendes, que, embora tenha seguido a maioria, apresentou ressalvas críticas à condução de alguns atos processuais. O ministro Dias Toffoli não participou da votação por ter se declarado suspeito, devido a vínculos comerciais de um empreendimento do qual é sócio com fundos de investimento ligados ao Banco Master e sob investigação da PF.
O cenário jurídico de Vorcaro sofreu uma mudança drástica nos últimos dias. Após a formação da maioria contra sua liberdade, o banqueiro substituiu sua equipe de defesa, contratando o advogado José Luis Oliveira, especialista em colaborações premiadas. A troca de comando na estratégia jurídica indicou a disposição do réu em colaborar com as autoridades. Como etapa inicial das negociações com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal para a carceragem da superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A transferência de local de custódia visa facilitar as oitivas e os depoimentos necessários para a formalização da delação. O conteúdo da colaboração deve detalhar esquemas de corrupção, acesso a dados restritos e movimentações financeiras atípicas que envolvem o Banco Master. As investigações da Polícia Federal continuam a avançar, buscando identificar outros possíveis beneficiários e agentes públicos que teriam facilitado as atividades ilícitas do grupo financeiro nos últimos anos.










































