O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou suspeição nesta quarta-feira (11) e não participará do julgamento que definirá a manutenção da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A análise do caso está agendada para a próxima sexta-feira (13) na Segunda Turma da Corte. Toffoli justificou a decisão por “motivo de foro íntimo”, citando a correlação entre a investigação atual e outros processos sob sua responsabilidade.
A decisão de Toffoli ocorre em um momento de pressão, após a Polícia Federal (PF) identificar menções ao ministro em mensagens extraídas do celular de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero. Além disso, as investigações apontam que Toffoli é sócio de um resort no Paraná que foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master. Com o afastamento, o destino da prisão de Vorcaro será decidido pelos ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques em sessão virtual.
Mudança na relatoria da CPI do Banco Master
Além do julgamento da prisão, Toffoli também se declarou suspeito para relatar o mandado de segurança que visa obrigar a Câmara dos Deputados a instalar a CPI do Banco Master. O ministro havia sido sorteado eletronicamente para a função nesta quarta-feira, mas solicitou o afastamento imediato do processo. Após a manifestação, o ministro Cristiano Zanin foi escolhido como o novo relator da ação apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Toffoli já havia deixado voluntariamente a relatoria do inquérito principal que investiga as fraudes na instituição financeira no mês passado, logo após os relatórios da PF serem enviados ao gabinete do presidente do STF, Edson Fachin. A declaração formal de suspeição agora impede que o magistrado atue em qualquer desdobramento jurídico relacionado ao banco ou a seus gestores, visando preservar a isenção dos julgamentos diante das conexões comerciais e mensagens citadas nas investigações.









































