O Ministério de Minas e Energia (MME) oficializou nesta quarta-feira (11) a criação da Sala de Monitoramento do Abastecimento. O órgão terá a função de acompanhar diariamente as flutuações do mercado internacional de petróleo e as condições de oferta interna de derivados. A medida responde à escalada do conflito no Oriente Médio, região que detém 60% das reservas mundiais e é o principal polo exportador do planeta.
A iniciativa busca antecipar riscos e coordenar ações com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para garantir a segurança energética nacional. O governo intensificou o diálogo com produtores, importadores e distribuidores para assegurar que a logística do país não seja comprometida. Até o momento, o MME avalia que a exposição direta do Brasil é limitada, já que o país é um exportador de petróleo bruto e possui fornecedores diversificados para o diesel importado.
Em paralelo às questões técnicas de estoque, o Ministério da Justiça acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) investiga aumentos repentinos nos preços praticados por distribuidoras na Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Sindicatos de postos denunciam que os repasses ocorreram mesmo sem qualquer anúncio de reajuste por parte das refinarias da Petrobras.
A suspeita das autoridades é de que as distribuidoras estejam utilizando o cenário de guerra como pretexto para uma “conduta comercial uniforme”, o que prejudicaria a livre concorrência. O governo reforça que monitorar a formação de preços é essencial para evitar que o consumidor final seja penalizado por especulações de mercado. O monitoramento será mantido por tempo indeterminado enquanto durar a instabilidade geopolítica no Golfo Pérsico.










































