Durante discussão na Assembleia Legislativa de Rondônia, a deputada estadual Dra. Taíssa (Podemos) apresentou parecer contrário ao veto do governo ao Projeto de Lei 1240/2025, que institui o Programa Estadual de Assistência Integral à Obesidade e ao Diabetes Mellitus Tipo 2 no Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta, de autoria do deputado Luís do Hospital (MDB), prevê a ampliação do acesso ao tratamento dessas doenças, incluindo acompanhamento médico, nutricional e psicológico, além da possibilidade de prescrição gratuita de medicamentos utilizados no controle da obesidade e do diabetes tipo 2.
Medicamentos modernos no tratamento
Entre os medicamentos citados na proposta estão substâncias como semaglutida e tirzepatida, utilizadas em tratamentos modernos para controle metabólico e redução de peso. Durante o debate, a parlamentar destacou a importância desses avanços terapêuticos para a saúde pública.
“Mounjaro e Ozempic são medicamentos que, segundo pesquisas, estão entre os mais importantes avanços da medicina nas últimas décadas. Eles não tratam apenas a obesidade, mas também o diabetes, a compulsão alimentar, reduzem a gordura no fígado e podem diminuir em até 60% o risco de infarto”, afirmou.
Defesa da medicina preventiva
A deputada também ressaltou que ampliar o acesso a esses tratamentos pelo SUS pode contribuir para a prevenção de complicações graves, reduzindo a necessidade de procedimentos mais complexos no futuro. Segundo ela, a realidade do sistema público de saúde demonstra a necessidade de alternativas terapêuticas mais acessíveis para os pacientes.
“Se hoje a medicina oferece um medicamento que pode ajudar as pessoas a reduzir o peso, melhorar a saúde do fígado e diminuir riscos cardiovasculares em cerca de 12 a 16 meses, precisamos garantir que a população tenha acesso a esse tratamento”, destacou.
Longa espera por cirurgias
Durante a discussão, Dra. Taíssa citou também a realidade enfrentada por pacientes que aguardam atendimento no sistema público de saúde. De acordo com a parlamentar, a fila para cirurgia bariátrica em Rondônia pode ultrapassar quatro anos, enquanto o tempo de espera para atendimento psicológico pode passar de dois anos.
Nesse cenário, medicamentos que auxiliam no controle de peso e na melhora do metabolismo podem representar uma alternativa importante no tratamento.
Acesso para população vulnerável
Outro ponto defendido pela deputada foi a necessidade de garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade social também tenham acesso às novas tecnologias de saúde. “Esses medicamentos ainda são muito caros para a maioria das pessoas. Por isso, é fundamental que a população mais vulnerável também tenha o direito de utilizá-los por meio da rede pública de saúde”, afirmou.
Apoio ao projeto
Ao final da manifestação, a parlamentar parabenizou o autor da proposta e reforçou a importância de políticas públicas voltadas à prevenção e ao cuidado integral da saúde. “Investir em saúde é fazer saúde preventiva. É garantir qualidade de vida e respeito às pessoas. Por isso, manifesto meu parecer pela derrubada do veto do governo”, concluiu.
A proposta busca estruturar uma política pública voltada ao tratamento integral da obesidade e do diabetes tipo 2 em Rondônia, condições consideradas atualmente entre os principais desafios de saúde pública no Brasil.









































