O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (5) que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) no dia 4 de abril. A decisão atende ao prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para quem pretende disputar o pleito de outubro.
Apesar da saída da pasta, Alckmin permanece no cargo de vice-presidente da República. Pelas regras eleitorais, ele pode seguir no posto enquanto concorre, desde que não assuma a Presidência da República em substituição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos seis meses que antecedem a eleição. Caso exerça a chefia do Executivo após o prazo de 4 de abril, Alckmin se tornaria automaticamente inelegível.
Cenários em negociação
A saída do ministério oficializa a participação de Alckmin nas eleições de 2026, embora o cargo a ser pleiteado ainda dependa de acordos políticos. Entre as possibilidades avaliadas estão a permanência na chapa como candidato à reeleição para a vice-presidência, a disputa pelo Governo de São Paulo — cargo que já ocupou em quatro mandatos — ou uma candidatura ao Senado Federal pelo estado.
As articulações envolvem ainda outros nomes do governo, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também cotado para a disputa em território paulista. A definição final deve ocorrer nos próximos meses, conforme a consolidação das alianças regionais.
Balanço de gestão
Durante o anúncio, Alckmin apresentou um balanço de suas ações à frente do Mdic, com destaque para a recente aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pelo Congresso Nacional. O vice-presidente reiterou a expectativa de que o tratado entre em vigor em maio, abrindo novas fronteiras para a economia brasileira com mecanismos de salvaguarda para a indústria nacional.
Outro ponto ressaltado foi a modernização dos processos de comércio exterior por meio do Portal Único (Siscomex). Segundo Alckmin, o sistema já responde por metade das importações e deve gerar uma economia de R$ 40 bilhões anuais para as empresas ao simplificar burocracias e reduzir o tempo de liberação de mercadorias.









































