O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) elevou o tom contra o governo e o Supremo Tribunal Federal durante manifestação realizada neste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo.
No discurso, o parlamentar chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “bandido” e puxou coro de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. Segundo ele, “quem devia estar na cadeia não é Jair Bolsonaro”, mas sim o atual chefe do Executivo.
O ato marcou a primeira grande mobilização desde a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a fala, Nikolas concentrou críticas no STF e defendeu o impeachment de ministros da Corte.
Ao mencionar o ministro Dias Toffoli, o deputado criticou a condução do inquérito das fake news e afirmou que a direita não pretende recuar caso um magistrado deixe o cargo. “Se a gente derrubar um, cai outro, cai [Alexandre] Moraes, cai todo mundo”, disse.
Sobre Alexandre de Moraes, Nikolas foi ainda mais incisivo. “O destino do Alexandre de Moraes não é impeachment, não. O destino dele é cadeia”, declarou.
Divergências internas
O tom adotado contra o STF, no entanto, não foi consenso entre os organizadores do evento. A manifestação reuniu lideranças do PL e aliados, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência.
Também participaram o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, além de governadores e parlamentares. Entre eles, Ronaldo Caiado (União Brasil), que prometeu anistia a Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 2022, e Romeu Zema (Novo), que defendeu o fim do que chamou de “farra dos intocáveis” em Brasília.
Disputa ao Senado
O ato também expôs movimentações para a disputa ao Senado em São Paulo. O secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato, defendeu mudanças legislativas e criticou o direito de voto de presos provisórios.
Já o deputado Mário Frias (PL-SP) afirmou ser “radicalmente cristão” e alinhado ao bolsonarismo. A deputada Rosana Valle (PL-SP) fez elogios à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Por vídeo, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro também discursou e defendeu a eleição do irmão Flávio como caminho para aprovar anistia no Congresso.
A mobilização ocorre em meio a tensões políticas e jurídicas que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, ampliando o embate entre setores da direita e o Supremo Tribunal Federal.










































