O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda na Zona da Mata mineira neste sábado, 28, para acompanhar de perto as ações de socorro às vítimas das fortes chuvas que atingiram o estado nesta semana. Acompanhado pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o chefe do Executivo iniciou o dia com um sobrevoo pelas áreas mais devastadas em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. A região enfrenta uma tragédia histórica, com o número de mortos chegando a 69 e milhares de pessoas desabrigadas após deslizamentos e enchentes severas.
A agenda presidencial inclui uma visita a um centro de acolhimento provisório em Juiz de Fora e uma reunião técnica, prevista para as 16h, com a prefeita Margarida Salomão e os prefeitos José Damato e Maurício dos Reis. O objetivo do encontro é agilizar o repasse de verbas federais, que já somam R$ 11,3 milhões aprovados para assistência humanitária e reconstrução de infraestrutura essencial. O governo federal também anunciou a antecipação do Bolsa Família e do BPC para os moradores das cidades em estado de calamidade pública.
Investimentos e críticas à gestão estadual
A visita ocorre em meio a um embate político sobre a prevenção de desastres. O presidente Lula criticou publicamente o governo de Minas Gerais, afirmando que recursos do Novo PAC destinados a obras de contenção de encostas e drenagem não foram utilizados por falta de apresentação de projetos. Segundo levantamentos do governo federal, o descaso histórico com áreas vulneráveis agravou os efeitos do volume recorde de chuva, que em fevereiro já superou as médias históricas em diversas localidades mineiras.
Alerta meteorológico de “Grande Perigo”
A situação na região permanece crítica, pois o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém avisos de alerta máximo para este sábado. A previsão indica que as precipitações podem ultrapassar os 100 milímetros em apenas 24 horas, elevando drasticamente o risco de novos soterramentos em encostas que já estão com o solo saturado. Além da Zona da Mata, o alerta de perigo se estende para o Rio de Janeiro, Espírito Santo e o sul da Bahia, exigindo atenção contínua das defesas civis locais.










































