O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) liberou, nesta quinta-feira, 26, o repasse emergencial de R$ 1,43 milhão para auxiliar cidades castigadas pelas tempestades na Região Sudeste. O montante é destinado ao cofinanciamento de ações de acolhimento e abrigamento em Juiz de Fora e Ubá (MG), Nova Iguaçu e Lajes do Muriaé (RJ) e Peruíbe (SP). Os recursos permitem que as prefeituras adquiram itens vitais como água, alimentos, colchões e produtos de higiene, além de custear serviços de segurança e manutenção nos espaços de acolhida.
Juiz de Fora, a cidade mais impactada pela tragédia, recebeu R$ 550 mil para dar suporte a 1.500 pessoas que perderam suas casas ou precisaram ser retiradas de áreas de risco. A pasta também autorizou o envio de 8,8 mil cestas de alimentos e destinou 22 toneladas de mantimentos para cozinhas solidárias na região mineira. O cálculo do governo federal prevê o repasse de R$ 20 mil para cada grupo de 50 pessoas desabrigadas, agilizando o socorro financeiro conforme a demanda de cada localidade.
Benefícios sociais e antecipações
Para aliviar a situação financeira das famílias atingidas, o MDS solicitou ao INSS a antecipação de uma parcela do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para moradores de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Além disso, os municípios em estado de calamidade terão o pagamento do Bolsa Família unificado nos próximos dois meses, suspendendo o escalonamento habitual por NIS. A medida garante que o recurso chegue mais rápido às mãos de quem precisa reconstruir sua rotina em meio aos estragos.
Atuação da Força de Proteção (ForSUAS)
Equipes da Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social (ForSUAS) já estão em campo para orientar gestores locais e realizar cadastros emergenciais. Até o momento, 146 profissionais foram mobilizados para atuar nas fases de resposta e recuperação. O governo também suspendeu processos de revisão cadastral e exigências de biometria nas cidades afetadas enquanto durar o estado de calamidade, evitando que beneficiários tenham seus pagamentos interrompidos por dificuldades burocráticas causadas pelo desastre.










































