O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, avaliou positivamente a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de anular as tarifas agressivas impostas por Donald Trump. Segundo Alckmin, a nova alíquota global de 10%, anunciada logo após o revés judicial, não retira a competitividade dos produtos brasileiros, uma vez que será aplicada de forma linear a todos os países exportadores.
Para o governo brasileiro, a queda das taxas anteriores — que chegavam a somar 50% em alguns produtos nacionais — retira um peso desproporcional sobre as vendas externas do Brasil. Alckmin destacou que o cenário atual “abriu uma avenida” para o crescimento das exportações para os Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial do país.
No auge das restrições americanas, cerca de 37% de tudo o que o Brasil vendia para os EUA estava sobretaxado. Após negociações diplomáticas no fim de 2025, esse índice havia caído para 22%, e agora, com a intervenção da Suprema Corte, espera-se que a carga tributária total sobre itens como máquinas, motores, café solúvel e frutas seja significativamente reduzida.
Um ponto de atenção continua sendo o aço e o alumínio, que ainda podem ser alvo da Seção 232, dispositivo que permite tarifas baseadas na segurança nacional americana. Alckmin reforçou que o Brasil não é responsável por gerar déficit comercial para os Estados Unidos, argumento que sustenta a continuidade do diálogo bilateral para evitar novas punições.
Especialistas em comércio exterior acreditam que a redução das barreiras pode fortalecer o real e atrair novos investimentos para a indústria nacional. Em 2025, as exportações brasileiras para o mercado americano movimentaram quase US$ 38 bilhões, e a expectativa é que esse número cresça com a maior previsibilidade jurídica em Washington.
Apesar do otimismo, o governo monitora os próximos passos de Trump, que já prometeu novas investigações comerciais. Por enquanto, a visão em Brasília é de que o Brasil recuperou sua posição relativa de mercado, podendo competir de igual para igual com outras nações que também estarão sujeitas à nova tarifa global temporária de 10%.









































