O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (10) uma reestruturação profunda nas despesas sociais do país. Durante participação em um evento financeiro em São Paulo, o ministro sugeriu a criação de uma “nova arquitetura” para os benefícios assistenciais, visando maior eficiência e sustentabilidade.
A ideia central apresentada por Haddad é a possível fusão de diversos programas existentes em um modelo único, similar ao que ocorreu com a criação do Bolsa Família em 2003. Segundo o ministro, a atual conjuntura econômica brasileira permite uma solução “mais criativa” que não reduza investimentos, mas que modernize a entrega da renda básica.
Embora o tema já seja objeto de estudo entre técnicos do Estado, Haddad ressaltou que o projeto ainda não é uma diretriz de governo. A proposta não foi submetida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo tratada, no momento, como uma reflexão sobre a evolução necessária das políticas de proteção social.
Durante o evento, o ministro também comentou a relação com o Banco Central e a gestão de Gabriel Galípolo. Haddad elogiou o rigor na fiscalização do sistema financeiro, citando como exemplo o estancamento do crescimento do Banco Master após a descoberta de uma fraude bilionária em suas contas.
Sobre a reforma tributária, o ministro afirmou que este será o seu principal legado à frente da pasta. Ele acredita que a digitalização e a transparência do novo sistema elevarão o Brasil das últimas posições globais para um dos modelos tributários mais modernos e eficientes do mundo a partir de 2027.
O debate sobre a simplificação dos benefícios deve avançar nos bastidores da equipe econômica ao longo do ano. A expectativa é que o modelo de renda básica seja desenhado para evitar sobreposições e garantir que os recursos cheguem de forma mais direta e simplificada à população em situação de vulnerabilidade.










































