O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a América Latina e o Caribe precisam enfrentar seus desafios de maneira conjunta para ganhar relevância internacional. O discurso ocorreu nesta quarta-feira, durante a abertura do Fórum Econômico Internacional, realizado no Panamá.
Segundo o líder brasileiro, a fragmentação política torna as nações da região mais vulneráveis às pressões externas. Ele destacou que o continente possui credenciais geográficas, demográficas e culturais únicas, mas que carece de uma articulação institucional mais equilibrada.
Lula enumerou ativos estratégicos que podem impulsionar essa integração, como o potencial energético de fontes renováveis e as reservas de petróleo. O presidente também mencionou a importância da Floresta Amazônica e a capacidade tecnológica para a produção de alimentos.
Um dos pontos centrais da fala foi a exploração de minerais críticos e terras raras, essenciais para a transição digital. O presidente defendeu que esses recursos devem gerar riqueza e empregos dentro dos próprios países latinos, em vez de serem apenas exportados.
Com um mercado consumidor de 660 milhões de pessoas, a região foi apresentada como um bloco econômico de grande potencial. O presidente enfatizou que o pragmatismo deve superar as divergências ideológicas para que parcerias sólidas sejam construídas.
O mandatário relembrou que a maioria dos governos locais foi eleita democraticamente, o que facilita o diálogo diplomático. Para ele, a mudança de comportamento das lideranças é o caminho para erradicar problemas históricos, como a fome e a desigualdade.
A participação de Lula no evento reforça o papel do Brasil como articulador regional em busca de uma inserção internacional mais competitiva. O fórum internacional segue com debates sobre desenvolvimento sustentável e cooperação econômica até o dia 30 de janeiro.










































